Rio2016

02-08-2016 18:10

Inês Henriques não promete medalhas, mas quer ficar no ‘Top 10’

A marchadora, de 36 anos, destacou o vasto conhecimento em provas desta importância, confessando estar impressionada com a resposta do seu corpo.
Inês Henriques, marchadora portuguesa
Foto: Lusa

Inês Henriques, marchadora portuguesa

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A marchadora portuguesa Inês Henriques manifestou hoje o desejo de ficar nos dez primeiros lugares na prova dos 20 quilómetros de marcha dos Jogos Rio2016, lembrando que conquistar uma medalha olímpica será muito complicado.

"Não vou falar em medalhas de forma nenhuma. As medalhas é algo que não é fácil conquistar, mas estou na partida e tudo pode acontecer. O meu grande objetivo são os dez primeiros. Se ficar em quarto não fico triste, era fantástico", começou por dizer a atleta e enfermeira, antes de uma homenagem da Ordem do Enfermeiros, em Lisboa.

A marchadora, de 36 anos, destacou o vasto conhecimento em provas desta importância, confessando estar impressionada com a resposta do seu corpo.

"Será a minha terceira participação [Jogos Olímpicos]. Em 2004 [Atenas] fui 25.ª, em 2012 [Londres] fui 15.ª e já tenho muitos anos de experiência. O meu corpo este ano surpreendeu-me muito. Já bati o meu recorde pessoal três vezes, em que duas foram consecutivas", explicou.

Inês Henriques frisou ainda que "é ambiciosa, quer sempre mais", salientando a necessidade "ter alguma contenção pois os seres humanos não são máquinas".

"A preparação tem sido muito boa. Tenho conseguido fazer treinos melhor do que nunca e, muitas vezes, não vou ao limite. Sinto que tenho que ter alguma calma. Eu podia insistir e tentar ainda mais, mas é melhor ir pelo seguro e, se insistir mais, posso estragar", reiterou.

Relativamente à segurança da competição e da organização da aldeia olímpica, a atleta admitiu estar receosa, preferindo manter-se afastada dos locais mais povoados.

"Vou partir mais tarde e essas situações devem estar resolvidas quando eu chegar. O que tenho mais receio é em termos de segurança e espero que não haja problemas.

Os atentados metem-me muito respeito porque, sem dúvida nenhuma, nos Jogos Olímpicos estão pessoas de todo o mundo e pode ser um alvo. Não quero estar em aglomerados para estar mais tranquila", alertou.

Conteúdo publicado por Sportinforma