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03-08-2016 09:07

Rio2016: A Aldeia Olímpica vista por dentro

A Aldeia Olímpica é um paradoxo entre a imensidão de uma verdadeira metrópole e a reduzida dimensão dos quartos que albergam as delegações nacionais, entre as quais a de Portugal, que tornou o seu espaço numa casa portuguesa.
Atleta português tira uma fotografia na aldeia olímpica
Foto: LUSA

Atleta português tira uma fotografia na aldeia olímpica

Por Ana Marques Gonçalves, da agência Lusa sapodesporto@sapo.pt

Entrar na Aldeia Olímpica é o mais perto que se estará de mergulhar no coração dos Jogos Olímpicos. Atrás daquelas torres, visíveis da estrada que liga a Barra da Tijuca ao Recreio, esconde-se o dia-a-dia dos atletas portugueses.

Aquilo que apenas a intuição pode adivinhar (e que as bandeiras anunciam) abre-se diante dos olhos dos visitantes, que descobrem na Torre 11 uma casa portuguesa, na qual não faltam os rostos dos 92 atletas da comitiva nacional, nem tão-pouco o saudoso café do outro lado do Atlântico.

Na sala comum, o ambiente é descontraído, num permanente ir e vir de atletas, treinadores que, ao encontrarem rostos conhecidos, palavras em português, sorriem. Aqui não há modalidades, mas sim uma única nacionalidade, que comparte vizinhança com Gabão, Nigéria, Turquia ou Eslovénia e tem vista para as delegações nórdicas, sem esquecer a francesa.

Portugal ocupa “três andares e meio”, segundo o Chefe de Missão, José Garcia, na Torre 11, o que traduzindo em números equivale a 27 apartamentos, com 64 quartos (singles, duplos, ou triplos). Estes vão sendo ocupados à vez, mas a palavra Portugal estampada a letras garrafais na porta nunca desaparece.

Lá dentro, esconde-se uma sala espaçosa, com ‘puffs’ verdes, uma ventoinha, prescindível por estes dias num Rio de Janeiro mais frio do que morno e um espelho alto, que antecede a entrada para uma semi-cozinha – falta praticamente todo o equipamento – que não é usada a não ser para lavar a roupa.

O apartamento fica completo com os quartos, minúsculos, em que mal cabe uma pessoa entre as camas – no caso, dos triplos, pelo menos – e com uma casa de banho praticamente despida. Vale a vista, desafogada, para a serra e também para as piscinas, imaculadamente azuis, que vão salpicando de cor os carreiros que compõem a verdadeira metrópole olímpica.

Visto de cima, aqui e ali, onde as pessoas confundem-se com formigas, surgem os símbolos olímpicos, como os anéis, a mascote e o logo do Rio2016. Todos os caminhos da Aldeia Olímpica vão dar a uma alameda de bandeiras, que quase é ofuscada pela gigantesca tenda que serve como restaurante para os atletas.

O principal ponto de encontro desta metrópole olímpica, construído por uma empresa portuguesa, convida a uma viagem pelos sabores do Mundo e permite que 5.300 atletas almocem ou jantem ao mesmo tempo.

Uns metros mais adiante, os olímpicos podem queimar as calorias acumuladas à refeição, num ginásio onde cabem todos os tipos de máquinas, mas também ‘equipamentos’ para ioga ou ‘pilates’.

E, como motivação extra, os atletas sabem que, a cada 75 mil movimentos, uma escola/ginásio terá como garantida uma das máquinas do espaço que vai ser desmantelado no pós-Jogos Olímpicos.

Conteúdo publicado por Sportinforma