Rio'2016

04-08-2016 18:31

Joana Ramos: "Ninguém treina para perder no primeiro combate"

A judoca do Sporting, de 34 anos, espera melhorar o seu desempenho em relação a Londres'2012.
Joana Ramos
Foto: TOLGA BOZOGLU / EPA

Joana Ramos

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A judoca portuguesa Joana Ramos quer ‘apagar’ no Jogos Olímpicos Rio2016 a sua prestação de há quatro anos, em Londres, onde, como todos os representantes lusos ai presentes, caiu ao primeiro combate. “Ninguém treina para perder no primeiro combate”, frisou a atleta do Sporting, garantindo: “Quero melhorar a minha prestação de Londres2012. Até onde isso me levará? Espero que o mais longe possível”.
À margem da cerimónia do Hastear da Bandeira de Portugal na zona internacional da Aldeia Olímpica, Joana Ramos não promete medalhas, mas garante que vai dar tudo o que tiver: “Quero, sobretudo, honrar o meu trabalho e honrar as pessoas que trabalham comigo e que querem que eu triunfe”.
“Para estar aqui, eu já precisei de ganhar muitas provas, de ganhar a muitas atletas, também que estão presentes aqui no Rio”, lembrou a judoca lusa, que compete no domingo.
Aos 34 anos, Joana Ramos sabe bem o que não quer, reviver o que sucedeu há quatro anos: “Sobretudo, gostaria de fazer melhor do que em Londres e melhorar a minha prestação”. A judoca lusa sente que tem capacidade para o fazer: “Hoje em dia, sou uma atleta muito mais capaz, muito mais madura e muito mais experiente nestas andanças do olimpismo”.
“Sinto-me muito feliz e tranquila, porque todo o trabalho foi feito consoante o plano que eu e os meus treinadores tínhamos concebido e, portanto, estou muito tranquila com tudo o que fiz até agora”, explicou, adiantando que a experiência lhe deu “mais tranquilidade” e “mais frieza”.
Em relação há quatro anos, Joana Ramos está também livre de lesões: “Até Londres2012, tive problemas com uma lesão na cervical, que me dava uma limitação de 40 por cento no braço esquerdo, mas em 2013, com uma operação, ficou completamente sanada. Nunca mais tive lesões, nem dores”. “Felizmente, tenho um médico magnífico, que me devolveu a vida olímpica”, finalizou a mais velha dos seis judocas lusos presentes no Rio2016.
Conteúdo publicado por Sportinforma