Rio'2016

04-08-2016 18:19

Lima e Costa dizem que Baía de Guanabara já está mais limpa

A poluição do local da vela foi um dos pontos críticos apontados à organização destas olimpíadas.
Jorge Lima e Luís Costa
Foto: DAVID AGUILAR / EPA

Jorge Lima e José Luís Costa

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Os velejadores Jorge Lima e José Costa garantiram hoje estar mais preocupados com as condições de navegação do que com o lixo na Baía de Guanabara, que está bastante mais limpa para a competição de 49er no Rio2016.
"Neste momento, as coisas estão melhor. Já deu para fazer comentários menos bons, nesta altura temos tido treinos tranquilos, sem grandes problemas. Vê-se ainda algum lixo na Baía, mas podemos considerar que as coisas durante o campeonato vão estar bem. Felizmente, nesta altura já não há nada de extraordinário", disse Jorge Lima, numa conversa com os jornalistas à margem do hastear da bandeira nacional na Aldeia Olímpica.
O mais experiente dos velejadores da classe 49er assumiu que a dupla está mais preocupada com as condições do vento e correntes do que propriamente com o lixo ou com a salubridade das águas da Baía da Guanabara: "Já tocámos várias vezes na água e isso não é problema. Eu não sei qual é o nível de poluição das águas, mas penso que neste momento elas estão bem, porque já fizemos perto de 50 dias de treino na Baía e não apanhámos nada".
"A verdade é que começámos a treinar aqui em maio, quando a água estava mais suja, e isso levou-nos a tomar precauções do ponto de vista da comunicação a bordo e a ter alguma atenção para evitarmos situações em que pudéssemos ficar com o lixo preso. Neste momento, é uma situação que já nos é mais ou menos conhecida", explicou José Costa, para quem o facto de a água estar mais limpa é um facilitador da navegabilidade.
O algarvio, estreante em Jogos Olímpicos, considerou que as condições para as regatas vão ser bastante instáveis, devido à geografia que rodeia a Baía de Guanabara, palco das competições da vela.
"Isso torna o campo mais imprevisível e, portanto, também torna as coisas mais abertas. O fator sorte, aquele que não é controlável por nós, fica com um peso maior. Isso é algo que nos agrada, porque toda a frota terá a mesma influência. A verdade é que um local que nos agrada, pelas condições de corrente e do vento", destacou.
Conteúdo publicado por Sportinforma