Rio2016

05-08-2016 19:04

Pelé já não vai acender a pira olímpica

Pelé sublinhou que sempre procurou "não dececionar" a sua família e o povo brasileiro, antes de anunciar que não vai participar no evento histórico para o Brasil.
Pelé
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Pelé

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O histórico jogador de futebol brasileiro Pelé informou hoje, horas antes da Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio2016, que não vai acender a pira olímpica por problemas físicos.

Em comunicado, Pelé começou por dizer que só Deus é mais importante do que a sua saúde e lembrou que na sua vida sofreu "fraturas, cirurgias, dores, internações em hospitais, vitórias e derrotas", e sempre respeitou aqueles que o admiram.

Pelé sublinhou que sempre procurou "não dececionar" a sua família e o povo brasileiro, antes de anunciar que não vai participar no evento histórico para o Brasil, país que acolhe os primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul, entre hoje e 21 de agosto.

"Neste momento, eu não estou em condições físicas de participar da abertura dos Jogos Olímpicos. E como brasileiro, peço a Deus que abençoe a todos", informou o brasileiro, que ficou conhecido como o 'rei' do futebol.

Na quarta-feira, o antiga estrela do futebol 'canarinho' e mundial informou que poderia ter de declinar o convite para acender a pira olímpica, afirmando estar dependente da desmarcação de "outros compromissos".

"Tenho contratos a que estou vinculado e é suposto estar a viajar nessa altura. Se conseguir cancelar esses compromissos, será uma honra poder fazer isso", disse, na altura, em declarações à estação de televisão brasileira Globo.

Pelé, de 75 anos, admitiu que foi convidado pessoalmente pelo presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, para acender a pira olímpica.

No entanto, um dia depois, José Forno Rodrigues, assessor de Pelé, disse que não havia questões a resolver com a empresa Legends 10, responsável por gerir a imagem do antigo jogador.

Segundo a imprensa brasileira, o antigo jogador tem sentido fortes dores no quadril, região alvo de duas cirurgias nos últimos anos.

Pelé não se consegue locomover com facilidade sem uma bengala e, por ordem médica, precisa usá-la constantemente.

O maior nome do desporto brasileiro nunca disputou os Jogos Olímpicos, uma vez que se profissionalizou muito cedo, e o COI só permitia a participação de atletas amadores no passado.

Em julho, durante a passagem da tocha olímpica pela Baixada Santista, no estado de São Paulo, Pelé chegou a segurar o símbolo.

Conteúdo publicado por Sportinforma