Rio'2016

06-08-2016 11:07

Fabio Capello critica limitações do futebol nos Jogos

O técnico italiano lamenta a obrigação de jogarem sobretudo jogadores sub-23.
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Fabio Capello

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O treinador italiano Fabio Capello, que tem no ‘currículo’ alguns dos maiores clubes do mundo, criticou os limites impostos ao futebol no torneio dos Jogos Olímpicos, que deixam a modalidade “coxa”.

Em entrevista à Gazetta dello Sport, o antigo treinador de AC Milan, Roma, Juventus ou Real Madrid, considera que a autorização de apenas três jogadores acima dos 23 anos “limita a modalidade”.

“É um futebol coxo. Coloca limites aos profissionais. No basquetebol, por exemplo, jogam as estrelas da NBA [Liga Norte-americana de Basquetebol]”, considerou Capello, que também orientou as seleções de Inglaterra e Rússia.

Capello abordou também a venda do AC Milan - que ajudou a conquistar quatro títulos italianos e um europeu - a um grupo de investidores chineses, por 740 milhões de euros, que acabará com um ‘reinado’ de três décadas de Silvio Berlusconi à frente dos destinos do clube milanês. “Marcou uma época. Berlusconi foi o maior presidente de sempre do AC Milan. Nem sequer o seu pior inimigo pode questionar os seus números. Ninguém ganhou tanto como ele. Foi o maior líder da história do clube”, elogiou Capello.

Na sexta-feira, a Fininsvest, de Silvio Berlusconi, assinou um pré-contrato para vender o AC Milan a investidores chineses, por 740 milhões de euros. “O presidente Silvio Berlusconi aprovou o contrato preliminar assinado pelo administrador-delegado Danilo Pellegrino e por Han Li, representante de um grupo de investidores chineses, relativo ao contrato de compra e venda da participação completa de 99,93 por cento do AC Milan”, informou a Fininvest, em comunicado.

A sociedade transalpina confirmou que a venda é feita à Sino-Europe Sports Investment Management Changxing Co. Ltd, da qual formam parte um fundo de propriedade do estado para o desenvolvimento e os investimentos (Haixia Capital) e o empresário Yonghong Li, além de outras companhias mais pequenas, igualmente pertencentes ao estado.

Conteúdo publicado por Sportinforma