Rio2016

07-08-2016 23:00

Histórico ouro para o Kosovo em dia muito positivo para Itália

A kosovar de etnia albanesa, de 25 anos, foi campeã do mundo em 2013 e 2014, só lhe escapando o título no ano passado, ao falhar o mundial por lesão.
Majlinda Kelmendi, judoca do Kosovo
Foto: AFP

Majlinda Kelmendi, judoca do Kosovo

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A estreia olímpica do Kosovo vai ter hoje festa em grande, no Rio de Janeiro, com a histórica medalha de ouro conquistada por Majlinda Kelmendi, na categoria de -52 kg do judo.

A primeira medalha de sempre do Kosovo - o país só foi oficializado no movimento olímpico há três anos - era no entanto esperada, já que a pequena delegação tinha no seu seio a grande dominadora do escalão desde há quatro anos.

A kosovar de etnia albanesa, de 25 anos, foi campeã do mundo em 2013 e 2014, só lhe escapando o título no ano passado, ao falhar o mundial por lesão. Para que não restassem dúvidas, hoje bateu nas meias-finais a japonesa Misato Nakamura, a campeã do ano passado.

Com um palmarés impressionante desde os escalões mais jovens, a 'heroína nacional' do desporto kosovar viu o sonho olímpico pelo seu país ser adiado até agora, já que as pressões políticas internacionais impediram que o Kosovo competisse em Londres2012. Há quatro anos, acabou por competir pela Albânia, caindo na segunda ronda.

Na final de hoje, ganhou por 'yuko' à italiana Odette Giuffrida, ficando as medalhas de bronze para Nakamura e para a russa Natalia Kuziutina.

O Japão, grande potência mundial do desporto, continua ao segundo dia do Rio2016 arredado das finais, falhando também a dos -66 kg, em que o novo campeão é o italiano Fabio Basile, campeão da Europa em título, que se impôs por 'ippon' ao coreano Baul An, o atual campeão do mundo.

Com o bronze ficaram o japonês Masashi Ebinuma, duplo campeão do mundo antes de Baul An, e o uzbeque Rishod Sobirov, o campeão do mundo de 2011.

Os portugueses Sergiu Oleinic (-66 kg) e Joana Ramos (-52 kg) tiveram comportamento idêntico, ganhando um combate e perdendo o segundo.

A Itália teve um dia em grande, já que ao ouro e prata do judo juntou a medalha de ouro no florete masculino e a medalha de bronze de Elisa Longo Borghini na prova de fundo de estrada de ciclismo. A campeã é a holandesa Anna Van Der Breggen e a vice-campeã a sueca Emma Johanson.

Anna van der Breggen acabou assim por 'vingar' o azar da sua compatriota Ammemiek van Vleuten, que caiu quando ia na frente da prova, já perto do final, ficando inconsciente. Mais tarde, viria a saber-se que o aparatoso acidente não deverá ter sequelas graves e que a ciclista não sofreu fraturas.

Curiosamente, caiu na mesma zona do percurso em que na véspera foram ao chão o italiano Vicenzo Nibali e o colombiano Sergio Henao, quando também lideravam a prova.

O campeão de florete é Daniele Garozzo, que na final se impôs ao norte-americano Alexander Masssialas, por 15-11.

Para a história dos Jogos fica ainda o feito da saltadora chinesa Wu Minxia, quinta vez campeã, agora de parceria com Shi Tingmao, no trampolim de 3 metros, sincronizado. Wu Minxia supera assim verdadeiras lendas dos saltos para a água, como o norte-americano Greg Louganis e a sua compatriota Guo Jingjing.

Em onda de recordes esteve também a equipa sul-coreana feminina de tiro com arco, que estende para oito a série de sucessos olímpicos. Já campeã em homens na véspera, a Coreia do Sul é dominadora absoluta desde que a modalidade regressou ao programa olímpico, em 1988.

No halterofilismo, Hsu Shu-ching, de Taiwan, é a campeã dos 53 kg e no tiro a campeã de 'trap' é a australiana Catherine Skinner.

Conteúdo publicado por Sportinforma