Rio'2016

10-08-2016 23:56

E ao quinto dia prossegue 'a caça' de Phelps às medalhas

O nadador norte-americano já regista 21 medalhas de ouro olímpicas na sua carreira.
Rio2016: Michael Phelps na prova de 200 metros mariposa. TIBOR ILLYES/LUSA
Foto: Lusa

Michael Phelps continua imparável

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Michael Phelps já 'ameaça' a conquista de um 22.º título olímpico, ao ser o terceiro melhor nas séries de 200 metros estilos, apenas algumas horas depois do duplo sucesso na véspera, nos Jogos do Rio2016.

A jornada olímpica fica ainda marcada pelo primeiro ouro olímpico dos 'atletas independentes', com a vitória de um kuwaitiano no duplo fosso olímpico, pela vitória do veterano ciclista suíço Fabian Cancellara, no contrarrelógio em estrada, e pela ausência do 'pleno' dos chineses nos saltos para a água.

No programa da tarde da natação, antes da gala das finais da noite, Phelps regressou à piscina para 'explicar' que não lhe chegam 25 medalhas olímpicas e fez, mesmo com pouco repouso, o terceiro tempo nos 200 estilos. Avança para as semi-finais, programadas para mais logo, numa fase da prova em que também vai estar o português Alexis Santos.

Outro português com nota muito positiva no dia é Nélson Oliveira, sétimo no 'crono' que coroou Fabian Cancellara, de 35 anos, que assim resolveu adiar um pouco mais o fim da carreira. Cancellara já foi o melhor contrarrelogista do mundo, no final da década passada - foi o campeão em Pequim2008 e várias vezes primeiro em mundiais -, mas já estava fora do 'top' e foi com surpresa que hoje foi melhor do que o holandês Tom Dumoulin e o britânico Chris Froome. Em femininos, o pódio ficou para a norte-americana Kristin Armstrong (43 anos e terceiro título), a russa Olga Zabelinskaya e a holandesa Anna van der Breggen.

Nélson Oliveira confirmou com o sétimo posto a boa indicação deixada no Tour, no que foi o melhor resultado luso do dia, em que também se regista o empate 1-1 de Portugal no torneio de futebol, o que não impediu a vitória no grupo D e a passagem aos 'quartos'.

No futebol, a grande notícia é a 'queda' nesta fase inicial da prova do México, campeão em título, e da Argentina, que estava na primeira linha dos favoritos.

João Costa, o mais velho da delegação portuguesa, fechou com um 11.º lugar a prova de tiro de pistola a 50 metros, em que o sul-coreano Jin Jong-Oh se tornou no primeiro atirador a conquistar três ouros olímpicos.

Na variante de armas de caça, disputou-se o duplo fosso olímpico (double trap) e o campeão é um atleta que alinhou pelo grupo de atletas sem país, os 'atletas olímpicos independentes'.

O Kuwait ficou impedido de ir aos Jogos - um castigo imposto pela ingerência total do poder político no desporto -, mas Al-Deehani não se conformou, ganhou um recurso para ir como individual e viu a teimosia recompensada com o ouro, no que é também a primeira vitória de sempre de um atleta independente.

No Centro Aquático Maria Lenk, que continua misteriosamente com a água esverdeada, os britânicos Jack Laugher e Chris Mears conquistaram o trampolim a três metros, acabando com o assumido sonho chinês de um pleno de medalhas de ouro. A dupla chinesa não foi além do terceiro lugar, mesmo atrás dos saltadores norte-americanos.

Num dia em que as finais de remo foram adiadas para quinta-feira, devido ao mau tempo, a única final de embarcações aconteceu na canoagem, com o britânico Joseph Clarke a triunfar no slalom de K1.

As finais de judo aproximam-se já das categorias mais pesadas e nos combates decisivos de hoje o Japão redimiu-se muito bem dos dias menos sucedidos no Rio, até agora (só um ouro): Haruka Tachimoto ganhou à colombiana Yuri Alvear, para os -70 kg, e Mashu Baker, de pai norte-americano, derrotou o o georgiano Varlam Liparteliani, nos -90 kg.

O outro "gigante asiático", a China, registou mais uma medalha de ouro no halterofilismo feminino, graças à sua atleta Xiang Yanmei.

Conteúdo publicado por Sportinforma