Rio'2016

11-08-2016 19:52

Filipe Lima assume que entrou "um pouco a tremer"

O golfista luso confessou o 'stress' inicial da prova de golfe.
Filipe Lima assume que entrou
Foto: AFP

O golfista luso confessou os nervos da estreia olímpica

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O português Filipe Lima assumiu hoje que entrou “um pouco a tremer” na sua estreia olímpica, mas mostrou-se satisfeito com o nível do seu jogo na primeira ronda do torneio de golfe dos Jogos Rio2016. “Um pouco a tremer no princípio. Estive a falar com os outros atletas e sabemos o que é, mas sem saber, porque é a primeira vez que estamos a jogar os Jogos Olímpicos, pelo que é um pouco difícil. Estamos um pouco perdidos nas sensações, mas depois de batermos os primeiros ‘shots’ as sensações dos torneios voltam e depois é o mesmo jogo”, disse.

Apesar do ‘stress’ Filipe Lima entrou bem para a primeira volta e conseguiu dois ‘birdies’ [uma abaixo do par] nos primeiros três buracos. “Gosto muito de estar em condições de ‘stress’, porque estou mais focado no meu jogo. É verdade que comecei bem e joguei bem até ao final. Aquela passagem nos buracos 12, 13, 14 é uma passagem muito difícil do campo. Nos dois ‘bogeys’ [uma acima] não falhei mesmo os ‘shots’, são buracos difíceis, acontece. Foi muito positivo o jogo hoje”, assumiu.

Filipe Lima terminou a volta com 70 pancadas (uma abaixo do par) e ainda acredita que pode chegar aos lugares cimeiros. “O golfe é uma modalidade que não é como o ténis, que se sabe que serão um dos quatro melhores do mundo, a natação, que será quem tem a melhor marca do ano. Nós, todas as semanas pode ser um novo. Eu sei que posso jogar melhor do que todos, numa semana pelo menos, sei que é possível mesmo”, assumiu.

Filipe Lima diz mesmo que tanto ele como Ricardo Melo Gouveia, o outro português no Rio2016, podem “ser medalha de ouro”. “Estou a jogar bastante bem, estou muito bem nos ‘greens’ e todos sabem que quando estou bem nos ‘greens’ sou perigoso”, referiu.

O vento, por vezes forte, que se faz sentir no Rio de Janeiro pode ser um fator determinante na luta pelos lugares cimeiros da classificação. “O vento é a coisa mais difícil que nós temos no golfe, é verdade que o vento está forte, mas está no sentido que não estorva muito, se estivesse um pouco mais de oeste ainda estorvava mais, mas sou um jogador de vento, gosto de jogar no vento, isso ajuda-me um pouco mais, porque há quem não goste”, assumiu.

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