Futebol

11-08-2016 10:51

Frustrado com desaire da Argentina, Maradona pede que Messi reconsidere

O antigo jogador juntou-se aos que pedem a Messi que reconsidere a decisão de nunca mais vestir a ‘alvi-celeste’.
Messi e Maradona
Foto: HELMUT FOHRINGER / EPA

Messi e Maradona no Mundial da África do Sul.

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O antigo ‘astro’ Diego Maradona manifestou-se na quarta-feira “frustrado e indignado” pela eliminação da Argentina do torneio olímpico de futebol, juntando-se aos que pedem a Messi que reconsidere a decisão de nunca mais vestir a ‘alvi-celeste’.

“Julgo que Messi vai manter a sua decisão. É a minha opinião, mas posso estar errado. Temos de pedir-lhe que regresse. Mas está tudo ainda muito ‘fresco’ e [Edgardo] Bauza [novo selecionador da Argentina] vai ter de ocupar-se de muitos assuntos”, disse Maradona aos jornalistas.

Na sexta-feira, o novo técnico da seleção argentina vai reunir-se em Barcelona com Messi, mas Maradona mostrou-se cético quanto à ‘missão’ do selecionador argentino em convencer o jogador, que anunciou o abandono da seleção depois da derrota na final da última Copa América, e ‘reabilitar’ a seleção.

“Estamos mal. Muito mal. Desejo a melhor sorte a ‘Paton’ [Edgardo Bauza], mas vai ser complicado o apuramento para o Mundial de 2018”, prognosticou Maradona.

A seleção olímpica da Argentina foi eliminada depois de ter ficado no terceiro lugar do Grupo D, no qual Portugal terminou em primeiro (defronta agora a Alemanha nos quartos de final).

A Argentina entrava para a última jornada com aspirações de apuramento, mas o empate 1-1 com as Honduras, seleção que também seguiu para os ‘quartos’, comprometeu todas as aspirações ‘alvicelestes’.

“Entrámos com uma equipa em que não sabemos quem é quem no ‘onze’. Com todo o respeito, os hondurenhos jogam muito bem basebol, mas de futebol não percebem nada”, afirmou Maradona, 55 anos, que continua a ser considerado um dos melhores jogadores de sempre.

Maradona manifestou-se também disponível para regressar ao comando técnico da seleção do seu país, cargo que exerceu, sem grande sucesso, entre 2008 e 2010.

“Espero voltar a ter outra oportunidade”, admitiu.

Conteúdo publicado por Sportinforma