Rio'2016 / Judo

11-08-2016 21:07

Nuno Delgado conta com Telma Monteiro para Tóquio'2020

O antigo medalhado olímpico e dirigente da Federação de Judo faz um balanço positivo da participação portuguesa no Rio de Janeiro.
Nuno Delgado
Foto: Canal Olímpico

Nuno Delgado é o atual chefe da equipa técnica da FP Judo

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Nuno Delgado, chefe da equipa técnica da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), considerou hoje “bastante positiva” a participação dos judocas portugueses nos Jogos Olímpicos do Rio2016 e disse que conta com Telma Monteiro para 2020.

“É uma participação bastante positiva. Conseguimos recuperar um estatuto de medalha olímpica que nos fugia há 16 anos, algo que é muito importante para o judo e para a missão portuguesa. Isso permite-nos assumir que a aposta feita desde Londres, onde a nossa participação não foi tão boa (...), foi ganha e que o trabalho tem de continuar”, disse, em declarações à agência Lusa.

Portugal terminou hoje a participação em provas de judo no Rio de Janeiro, com destaque para Telma Monteiro, que na segunda-feira conquistou a medalha de bronze na categoria de -57 kg, 16 anos depois de Nuno Delgado ter conseguido feito idêntico em Sydney2000. “Houve um conjunto de mudanças que tentámos implementar na estrutura técnica e na preparação dos atletas para encarar esta Olimpíada e com os resultados que conquistámos ficamos com a satisfação que essa aposta foi ganha”, reforçou o judoca.

Nuno Delgado considerou possível, apesar disso, “melhores resultados” para o judo nacional. “Queremos mais ainda, que o judo consiga melhores resultados. Não é preciso ser um técnico de judo para perceber que há potencial para fazer ainda melhor, apesar de os resultados terem sido positivos. Queremos ultrapassar mais barreiras e já estamos a preparar Tóquio2020 com um grupo de jovens e com a própria Telma Monteiro, que está disponível para trabalhar até Tóquio”, comentou.

Para o chefe da equipa técnica da FPJ, a circunstância de a modalidade ter conseguido “subir a fasquia” no Rio de Janeiro, um reforço na “logística e nos apoios” permitam “dar continuidade ao projeto que se iniciou a seguir a Londres”.

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