Rio'2016

13-08-2016 23:24

Jorge Lima e José Costa dizem que está tudo em aberto

A dupla lusa reconheceu que o dia não foi tão feliz pela queda na classificação.
Jorge Lima e Luís Costa
Foto: DAVID AGUILAR / EPA

Jorge Lima e Luís Costa

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Os velejadores portugueses Jorge Lima e José Costa acreditam que continua tudo em aberto na classe 49er dos Jogos Olímpicos Rio2016, apesar de hoje terem caído para o 11.º lugar. "Mudámos de campo de regatas, as condições eram diferentes. Ao contrário de ontem [sexta-feira], que estava tudo imprevisível, hoje era mais previsível, ou seja, todos sabiam exatamente o que se ia passar. Estava tudo à procura do mesmo e quem não conseguisse lá chegar, pagava muito caro. Hoje, infelizmente, penso que tivemos alguns pormenores que não foram fortuitos para o nosso lado", admitiu Jorge Lima.

O mais experiente dos velejadores da classe 49er esclareceu que hoje o tipo de regata foi completamente diferente do da primeira jornada, que terminaram na segunda posição, com oito pontos, depois de serem quartos nas duas primeiras regatas.

De acordo com Jorge Lima, na véspera, devido à instabilidade do vento, era o momento que decidia, mas hoje as condições eram previsíveis, pelo que todos os velejadores estavam à procura do mesmo.

"Na segunda regata [de hoje], conseguimos um bom sexto lugar e houve duas delas que, realmente, não foram boas, mas acontece. E o espelho disso é que a frota está toda muito junta, a diferença pontual é muito pequena. Nós continuamos na luta, apesar de não estarmos em segundo, o que conta é os pontos e no final é que se fazem as contas. Infelizmente, não conseguimos executar exatamente aquilo que tínhamos planeado. A pontuação está muito próxima, está tudo em aberto", defendeu.

Por seu turno, José Costa falou de sorte (ou da falta dela) para justificar o desempenho nas regatas da segunda jornada - o duo luso foi 19.º na terceira, 6.ª na quarta, 17.ª na quinta e 13.ª na sexta e passou a somar 63 pontos. "Nós precisamos de linhas compridas para cruzar para um lado ou para o outro do campo, em alturas cruciais, em que se decide se se entra nos oito/sete primeiros ou se se cai para 14.º, 15.º. Depois de conseguirmos essas linhas compridas, vem um adversário e vira-nos na cara e obriga-nos a voltar para um sítio que não queremos", explicou, indicando que essa situação repetiu-se por duas ou três vezes nas regatas de hoje.

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