Itália

17-08-2016 20:10

Patrick Hickey, detido por suspeita de venda ilegal de bilhetes, suspende funções

O presidente do Comité Olímpico Irlandês, Patrick Hickey, suspendeu “temporariamente” todas as suas funções que ocupa no movimento olímpico, depois de ter sido detido e acusado de participar em venda ilegal de bilhetes do Rio2016.
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Foto: SAPO Desporto

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

Em comunicado, o Comité Olímpico Irlandês indicou que Hickey suspendeu também temporariamente as suas funções no Comité Olímpico Internacional, na presidência dos Comités Olímpicos europeus e na vice-presidência da associação de comités olímpicos.

A polícia do Rio de Janeiro deteve hoje Patrick Hickey num hotel da ‘família olímpica’, na Barra da Tijuca, por suspeita de participar numa rede de venda ilegal de bilhetes para os Jogos Rio2016, tendo a juíza encarregada do caso decretado a prisão preventiva do dirigente de 71 anos.

Depois de detido, o dirigente sentiu-se indisposto e foi transportado a um hospital, onde ainda se encontra, segundo o COI, e depois irá a uma esquadra prestar declarações”.

A detenção segue-se a uma série de operações levadas a cabo pela polícia, contra aquilo que diz ser uma rede internacional de venda de bilhetes.

O responsável da empresa THG Sports, que estava licenciada para a revenda de bilhetes nos Jogos Londres2012 e Sochi2014 – e da qual o filho de Hickey era funcionário - foi também detido por venda ilegal.

A polícia do Rio de Janeiro disse ainda ter confiscado cerca de 1.000 bilhetes, os quais estavam a ser vendidos acima do valor de mercado, nomeadamente para os acontecimentos mais importantes, como a cerimónia de abertura, por 8.000 dólares.

Alguns tinham o carimbo do Comité Olímpico da Irlanda.

O Comité Olímpico Internacional (COI) defendeu já a presumível inocência do presidente do comité olímpico irlandês e membro do próprio COI.

“Estamos a tratar de fundamentar os factos e ver o que aconteceu. Confiamos plenamente no sistema, mas temos de presumir a inocência de qualquer pessoa antes de a podemos acusar. Não temos mais a dizer, pois esperamos pelos resultados da investigação policial”, disse o porta-voz do COI, Mark Adams.

Conteúdo publicado por Sportinforma