Rio 2016

19-08-2016 19:11

Lochte pede desculpa por mentira sobre assalto e organização aceita

O nadador norte-americano Ryan Lochte apresentou hoje um pedido de desculpas às autoridades brasileiras por, juntamente com outros três nadadores, ter prestado falsas declarações sobre um assalto de que alegaram teriam sido vítimas no Rio de Janeiro.
Afinal de contas, Ryan Lochte foi ou n
Foto: SAPO24

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

“Deveria ter sido mais responsável relativamente à minha conduta. Peço desculpas aos meus colegas de equipa, aos meus fãs, aos meus adversários, aos meus patrocinadores e aos anfitriões desde grande evento”, afirmou, numa declaração publicada hoje na sua conta na rede social Twitter.

O nadador reconheceu que “esta é uma situação que podia e devia ter sido evitada”, referindo-se ao episódio “traumático” de ter “uma arma apontada por um estrangeiro, exigindo dinheiro” para o deixar sair.

O porta-voz do Rio2016 Mário Andrada indicou entretanto que a organização dos Jogos Olímpicos "não esperava um pedido de desculpas", mas que "a população brasileira esperava".

"A população brasileira se sentiu humilhada pelas mentiras e sentiu que a imagem do Brasil tinha sido injustamente comprometida no exterior e ficou claro, pelo menos nas nossas redes sociais, que havia uma indignação que só poderia ser reduzida com um pedido formal de desculpas (...) Ficamos satisfeitos com as desculpas, achamos que foram apropriadas e não vamos continuar com isso. Vamos nos concentrar nos desportos", frisou.

Os quatro nadadores (além de Ryan Lochte, Gunnar Bentz, Jack Conger, Jimmy Feigen), alegaram inicialmente terem sido assaltados de madrugada no Rio de Janeiro por indivíduos armados, que se fizeram passar por polícias, quando regressavam de táxi à Aldeia Olímpica.

A investigação policial subsequente e imagens vídeo entretanto recolhidas permitiram concluir que, ao contrário do que afirmaram, os nadadores olímpicos norte-americanos não foram assaltados mas causaram distúrbios, visivelmente alcoolizados, num posto de gasolina, tendo um dos seguranças apontado a arma a um dos atletas.

No entanto, após pagarem 100 reais (27 euros) e 20 dólares (17,6 euros) pelos danos, os seguranças do local deixaram-nos partir.

Na quarta-feira, uma juíza brasileira pediu que fossem retirados os passaportes dos nadadores e proibiu-os de sair do Brasil, mas Ryan Lochte e James Feigen já tinham regressado aos Estados Unidos.

Mais tarde, os nadadores Jack Conger e Gunnar Bentz foram retirados de um voo para os Estados Unidos pelas autoridades brasileiras e levados para depor na polícia.

Depois de ouvido pelas autoridades judiciais brasileiras, o nadador James Feigen foi autorizado a deixar o Brasil mediante o pagamento de um donativo a uma instituição, na ordem dos 11.000 dólares (9.700 euros), de acordo com informação avançada pelo advogado à cadeia norte-americana NBC.

Já depois do Comité Olímpico dos Estados Unidos (USOC) ter pedido hoje desculpas públicas, o seu responsável, Scott Blackmun, disse que a polícia brasileira devolveu os passaportes dos nadadores Gunnar Bentz e Jack Conger e que eles deixaram o país.

“Os passaportes deles foram entregues e deixaram recentemente o Rio”, referiu Blackmun.

Já hoje o USOC disse que “o comportamento destes atletas não é aceitável e muito menos representa os valores da seleção dos Estados Unidos, nem a conduta da maioria dos seus elementos”, em alusão ao comportamento de Gunnar Bentz, Jack Conger, Ryan Lochte e James Feigen.

Lochte ganhou uma medalha de ouro na prova 4x200 metros livre e ficou em quinto lugar nos 200 metros estilos no Rio2016.

Bentz e Conger participaram nas eliminatórias de estilo livre nos 4x200 metros e Feigen nos 4x100 metros.

Conteúdo publicado por Sportinforma