Rio 2016

19-08-2016 20:07

Um toque foi suficiente para deixar Luciana Diniz fora das medalhas

Um toque no último obstáculo da primeira das duas rondas da final de saltos com obstáculos foi o suficiente para afastar Luciana Diniz das medalhas, com a cavaleira portuguesa a ser nona nos Jogos Olímpicos Rio2016.
Cavaleira Luciana Diniz na final de saltos com obstáculos
Foto: Inácio Rosa

A cavaleira Luciana Diniz em ação durante a terceira ronda de qualificação da prova Equestre de saltos de obstáculos dos Jogos Olímpicos Rio 2016, 17 de agosto de 2016.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O erro no último salto da primeira ronda da final, que se repartiu em duas fases, foi o suficiente para deixar Luciana Diniz no nono lugar, com uma penalização de quatro pontos devido ao toque.

Quando o seu nome foi anunciado nos altifalantes do Centro Olímpico Equestre, em Deodoro, a cavaleira luso-brasileira (em Atenas2004, representou o Brasil) foi muitíssimo aplaudida, com as bandeiras portuguesa e brasileira a agitarem-se no ar.

A exultação foi momentaneamente interrompida para dar lugar a um silêncio sepulcral diante da prestação de Luciana Diniz e Fit For Fun 13.

Durante uns 77,6 segundos que pareceram intermináveis, a dupla ultrapassou com maestria 11 obstáculos, mas, no último, um “ooooh” invadiu a plateia, quando a pata da égua tocou (e derrubou) a trave.

Terceira a saltar, a amazona de 45 anos teve de aguardar para saber se estaria entre os apurados para a segunda ronda - só os cavaleiros com zero pontos tinham qualificação direta -, mas nem foi preciso que o concurso chegasse ao fim para ver a organização confirmar que à tarde voltaria a entrar em cena.

Classificada no grupo dos 16.ºs, Diniz seguiu em frente, tal como 27 outros cavaleiros (só havia 20 lugares na ‘finalíssima’, mas, em caso de empate na final A, as regras ditam que passam todos aqueles que estiverem com a mesma pontuação), mas partiu para a segunda ronda já bem longe das medalhas.

Nem um concurso irrepreensível seria suficiente para sonhar com o pódio, mas foi mesmo isso que a portuguesa fez.

Numa simbiose perfeita com Fit For Fun 13, a cavaleira luso-brasileira, que no reconhecimento do percurso tinha ficado largos minutos a insistir na sucessão entre o quinto, o sexto e o sétimo obstáculos, abriu a segunda ronda e arrancou vários suspiros e uma salva de aplausos do público quando deu por concluída a sua prestação.

Sem nenhuma falha depois do seu sensacional segundo concurso, Diniz manteve-se na liderança da classificação até ao percurso do 13.º cavaleiro, o argentino Matias Albarracin, e no pódio até o 17.º participante, o holandês Jeroen Dubbeldam, acabar.

Restava-lhe o diploma, mas até ele acabou por fugir, quando o último dos cavaleiros completou o seu concurso. A competir em ‘casa’, Luciana Diniz, que nunca escondeu o sonho das medalhas, conseguiu a consolação de melhorar Londres2012, onde foi 17.ª, sendo nona numa prova que consagrou o britânico Nick Skelton como novo campeão olímpico.

Conteúdo publicado por Sportinforma