Jogos Olímpicos

23-08-2016 15:54

Chefe da delegação angolana neutraliza assaltante em Copacabana

Mário Rosa conta como o 'instinto' o levou a correr atrás de um assaltante em plena praia de Copacabana.
Mário Rosa, chefe da missão olímpica de Angola, falou dos objetivos para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.
Foto: Angop

Mário Rosa, chefe da missão olímpica de Angola

Por SAPO Desporto c/Angop sapodesporto@sapo.pt

O chefe de Missão angolana aos Jogos Rio2016 foi alvo de uma tentativa de assalto em plena praia de Copacabana, mas acabou por resistir ao assaltante e impedir o roubo do seu telemóvel quando saída de uma barbearia.

Tudo se passou quando, em plena luz do dia, Mário Rosa encontrava-se a ler um jornal sobre o pós-Jogos Olímpicos, encerrados no domingo. Um ciclista passou e arrancou-lhe o telemóvel da mão, ao que Mário Rosa reagiu e perseguiu a bicicleta conseguindo alcança-la com o apoio de outros transeuntes. Em desespero, o rapaz da bicicleta jogou o aparelho ao chão danificando-o.
"Ao princípio desta tarde (segunda-feira) protagonizei uma cena dantesca numa das ruas em Copacabana, ia a sair do barbeiro, e a ler uma notícia sobre as peripécias nocturnas do velocista Jamaicano U Bolt, quando, de repente, sou surpreendido por um jovem ciclista ou de bicicleta que me puxa da mão o telemóvel", descreveu Mário Rosa no seu perfil nas redes sociais.
Mário Rosa conta ainda como a adrenalina do momento lhe deu impulso para correr atrás do ladrão, e como conseguiu neutralizar a bicicleta num 'sprint de 100 metros em nove segundos'.

"O rapaz, para se libertar da minha fúria (sentiu pela forma que segurei na bicicleta e no rasgão nos calções) e das pessoas que saíram em meu socorro, atirou com raiva o telemóvel para o chão e continuou a fuga", contou ainda.

Habituado a viajar pelo mundo, desde que integrava a federação angolana de andebol, a maior ganhadora das modalidades angolanas e também agora como vice-presidente do Comité Olímpico Angolano, reconhece que a sua atitude não foi a mais aconselhada.
“A minha reacção podia custar-me a vida, bastava que o assaltante estivesse armado. Enfim, acabei sendo mais uma das vítimas do turbilhão e banditismo brasileiro”.

Agora, e antes do regresso da comitiva angolana, Mário Rosa procura uma forma de consertar o telemóvel, que ficou parcialmente danificado.

"Era muito chato ter perdido o telefone pois tem coisas muito interessantes fotografadas e filmadas aqui no Rio”, frisou o chefe de Missão angolana aos Jogos Rio2016.

"Obviamente que fui imprudente ao estar de telemóvel na mão em pleno Copacabana; pior que isso, perseguir o homem para resgatar o que é meu… mas foi o meu instinto animal que falou mais alto", sentenciou.

Conteúdo publicado por Sportinforma