Quénia

27-08-2016 12:46

Gestão danosa e corrupção ditam detenções de dirigentes olímpicos

O Comité Olímpico Queniano foi dissolvido na passada quinta-feira.
Quénia cria agência nacional antidopagem
Foto: SIMON MAINA / AFP

Desporto queniano continua envolto em polémica

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Três dirigentes olímpicos do Quénia foram detidos por suspeitas de gestão danosa e corrupção, informou hoje a polícia queniana.

Segundo fonte policial, citada pela agência AFP, Francis Paul, secretário-geral do Comité Olímpico do Quénia (NOCK), James Chicha e Stephen Ara Sou, estes dois líderes da delegação africana nos Jogos Rio2016, foram detidos na sexta-feira no Aeroporto de Nairobi.

As detenções foram efetuadas “no âmbito de uma investigação a escândalos ocorridos no Rio2016”, esclareceu a mesma fonte policial.

Depois de ouvidos, os três deverão ser acusados de gestão danosa e apropriação de verbas relativas aos patrocínios dos equipamentos.

Na quinta-feira, o ministro queniano dos Desportos, sob pressão após uma série de escândalos e de falhas nos Jogos Rio2016, anunciou a dissolução do NOCK. "Dissolvo o Comitê Olímpico Nacional [NOCK] com efeito imediato e transfiro as responsabilidades dos seus membros para o Quênia Sport", uma organização governamental fundada em 2013, disse Hassan Wario numa conferência de imprensa em Nairobi.

Ainda de acordo com Hassan Wario, que encarregou o Quénia Sport de estabelecer um calendário para a eleição de um novo comité olímpico, as “alegações contra o NOCK são uma enorme ameaça para a estabilidade e a reputação do desporto no país”.

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