Jogos Olímpicos

25-04-2017 16:22

Thomas Bach defende legado do Rio2016, apesar da degradação e abandono geral

A piscina onde Michael Phelps fez história e que agora é um paraíso para mosquitos ou o relvado do Maracanã que murchou, Bach prefere destacar os aspetos positivos.
Thomas Bach
Foto: FABRICE COFFRINI / AFP

Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, defendeu hoje a herança dos Jogos Olímpicos Rio2016, apesar das inúmeras críticas e do geral estado de degradação e abandono das infraestruturas.

“Acho que todos concordam que estes Jogos foram um grande sucesso, apesar das circunstâncias difíceis e um contexto complicado para o Brasil e Rio de Janeiro”, recordou o dirigente alemão, na Assembleia Geral da Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA), em Punta del Este, no Uruguai.

Ao material de construção abandonado, às cadeiras empilhadas, aos esgotos transbordantes e várias outras situações que ajudam à crescente controvérsia no Brasil sobre a utilidade dos Jogos Olímpicos, responde Bach com a necessidade de dar tempo ao país para se reorganizar e definir o aproveitamento futuro das novas infraestruturas.

“A realidade é que em Londres2012, por exemplo, o Parque Olímpico foi fechado durante um ano e também outras instalações encerraram dois ou três anos porque precisávamos de tempo para as adaptar a um novo uso", exemplificou.

Quando apontam a piscina onde Michael Phelps fez história e que agora é um paraíso para mosquitos ou o relvado do Maracanã que murchou, Bach prefere destacar os aspetos positivos.

“Esse legado é visível quando vemos os transportes, as infraestruturas... Há relatos que dizem que estas não são totalmente utilizadas. Gostaria de pedir a todos os que fazem esses julgamentos para colocarem a realidade em perspetiva com experiências anteriores”, reforçou.

Thomas Bach acha que todos devem “colocar em perspetiva a situação do país” e lembrou ainda que “estes Jogos foram os mais vistos da história”.

“Se olharmos de perto, a crise no Brasil é muito mais profunda e não tem apenas uma semana. (...) A partir deste ponto de vista, estamos certos de que o Rio de Janeiro está melhor desde os Jogos e que vai continuar a crescer nos próximos meses e anos”, concluiu.

Conteúdo publicado por Sportinforma