Violência no Desporto

18-05-2017 19:20

COP organiza conferência para evitar violência

Comité Olímpico Português pretende encontrar medidas preventivas.
COP está atento à proliferação da violência

COP está atento à proliferação da violência

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

As situações de violência no desporto levaram o Comité Olímpico de Portugal (COP) a produzir um documento de orientação e a anunciar a organização de uma convenção internacional sobre o tema.

“O COP procurará encetar ações, apresentar medidas e partilhar experiências internacionais com vista a suprir as debilidades sistémicas que corroem o valor social do desporto e irá, em breve, realizar uma convenção mundial que reunirá peritos internacionais que estudam e acompanham este tipo de problemas e conhecem as melhores práticas internacionais”, revelou a organização.

Segundo o comunicado do COP, o documento em causa propõe orientações sobre violência, segurança e prevenção de risco no desporto, no qual sugere a implementação de políticas, a concertação de ações e a preservação de valores.

“O combate a esta situação radica em problemas estruturais ligados à integridade do desporto, estando longe de poder ser resolvido através de abordagens comunicacionais que retirem da agenda mediática as ocorrências associadas à violência no desporto”, explica o COP.

O organismo deseja combater os problemas “de uma forma séria, concertada e responsabilizante assegurando os instrumentos adequados para os abordar e travar, à semelhança do que tem sido feito em diversos estados, com assinaláveis níveis de sucesso”.

O COP defende que o atual quadro regulador “é suficiente, desde que seja cumprido”, considerando que tal pressuposto “não se verifica”.

A esse nível, acredita que têm falhado questões como a obrigatoriedade de os apoios prestados serem objeto de protocolo a celebrar em cada época desportiva entre promotor e grupo organizado de adeptos, bem como ações de prevenção socioeducativa a desenvolver por promotores e organizadores.

A este propósito, o Comité Olímpico refere ainda a proibição de adoção de sinais, símbolos e expressões que apelem à violência, racismo, xenofobia ou intolerância nos espetáculos desportivos, cujo incumprimento poderá levar à realização de competições à porta fechada.

Em julho de 2016, o governo assinou a Convenção Europeia sobre uma Abordagem Integrada de Safety, Security e Service em jogos de futebol e outros desportos, “uma importante manifestação de vontade política na transição para um modelo holístico assente na avaliação dinâmica dos níveis de risco, na diferenciação e isolamento dos comportamentos violentos dos restantes”.

Elogia o COP a “abordagem preferencialmente mais preventiva do que repressiva” no que entenderem ser “intervenções precisas e proporcionais com alvos precisos minorando a escalada de ocorrências”.

Ainda assim, o organismo “compreende mal a demora de iniciativas claras para dar seguimento urgente à ratificação da convenção, porque neste momento encontram-se reunidos todos os instrumentos para uma liderança política, determinada em traduzir em medidas concretas as palavras que há demasiado tempo se repetem e esfumam no rescaldo de incidentes”.

Conteúdo publicado por Sportinforma