Paralímpicos2016

05-09-2016 09:27

Presidente do CPP diz que "seria simpático" igualar resultados de Londres

Portugal vai estar representado nos Jogos Palaímpicos Rio2016 por 37 atletas em sete modalidades.
O presidente do Comité Paralímpico de Portugal, Humberto Santos
Foto: Nuno Veiga

O presidente do Comité Paralímpico de Portugal, Humberto Santos

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O presidente do Comité Paralímpico de Portugal admite que “seria muito simpático” conseguir no Rio de Janeiro resultados semelhantes aos obtidos nos Jogos Paralímpicos Londres2012, alertando para o nível cada vez mais elevado da competição.

“Se conseguíssemos um resultado semelhante ao de Londres seria muito simpático, mas reconhecemos que o contexto é ainda mais exigente. Vimos as dificuldades que tivemos no contexto de qualificação dos atletas portugueses”, disse Humberto Santos, à agência Lusa.

O presidente do CPP assume que ultrapassar as três medalhas de Londres – duas no boccia e uma no atletismo, é um objetivo de toda a “família paralímpica”, mas sobretudo dos atletas.

“Vamos certamente ter boas prestações, estamos convencidos que muitos dos nossos atletas vão estar nos lugares cimeiros. Se isto vai significar pódio, gostaríamos muito, e particularmente eles muito mais. Estamos convencidos de que foi feito o melhor trabalho possível dentro do contexto que temos”, afirmou.

Portugal vai estar representado nos Jogos Palaímpicos Rio2016, que decorrem entre 06 e 18 de setembro, por 37 atletas, de sete modalidades, o que representa um aumento se sete atletas e duas modalidades em relação aos Jogos Londres2012.

Humberto Santos alerta no entanto para o aumento competitivo cada vez mais evidente nos Jogos Paralímpicos, que nesta edição vão contar com 23 modalidades, duas das quais em estreia: o triatlo e a canoagem.

“Há medida que o tempo vai passando em matéria de Jogos Paralímpicos o grau de exigência aumenta de forma significativa e nós não temos conseguido acompanhar a necessidade de investimento nesta dimensão desportiva”, afirma o presidente do CPP, lembrando que este é “um problema” para o qual vem alertando há anos.

Humberto Santos assegura que esta conclusão “nem sequer é um queixume”, chamando-lhe antes “a constatação de um facto”.

“É o país que temos, são as condições que temos e é com estas que temos que trabalhar”, refere o presidente do CPP, acrescentando: “Estamos profundamente animados e com enorme expetativa de que os portugueses, mais uma vez vão ter grandes alegrias, com a participação dos portugueses em Jogos Paralímpicos”.

Apesar de reconhecer que a comitiva portuguesa “está a ficar envelhecida”, o líder do CPP congratula-se com o surgimento de atletas em novas modalidades, como sucede este ano com o tiro e com o judo.

“Tem aparecido mais gente, mais modalidades, alguns não são novos em termos de idade, mas há caras novas a entrarem. No atletismo também há gente nova e na natação há também um estreante”, disse, considerando, naturalmente, que o ideal “é ir alimentando na base para que os efeitos possam vir a fazer sentir-se no topo”.

Depois de já ter sido responsável pela preparação para os Jogos Paralímpicos Londres2012, o CPP – criado em setembro de 2008 após os Jogos de Pequim – enfrentou neste ciclo o desafio da integração do desporto adaptado nas federações de modalidade, trabalho que já estava a ser feito há mais de quatro anos por algumas federações.

A poucos dias do início dos Jogos Rio2016, Humberto Santos assume: “O trabalho com a s federações está a decorrer melhor do que aquilo que pensávamos há seis anos”.

Segundo o presidente do CPP, todos ganham com a integração porque, entre outras coisas, “passa a existir mais oferta, um aumento da qualidade da prática desportiva e da qualidade técnica”.

“Ao nível do desporto, a comunidade desportiva está a interiorizar o repto que o CPP lhes dirigiu no sentido de que quando estamos a falar da modalidade, é da modalidade para todos os praticantes, sejam eles, altos, baixos, magros, fortes, com ou sem deficiência. Independentemente das caraterísticas os praticantes de modalidade devem estar na respetiva federação da modalidade”, afirma.

Humberto Santos assume que esta integração “será um elemento difusor de um quadro social, que é o fim último do movimento paralímpico à escala mundial”.

O contrato-programa de preparação para os Jogos Rio2016, celebrado entre o CPP e o Governo tem um valor global de 3,8 milhões de euros, verba que supera em cerca de 1,5 milhões de euros o de Londres2012.

Os valores para a preparação dos Jogos Paralímpicos Tóquio2020 será, de acordo com o presidente do CPP, analisados até meados do próximo ano, “até depois de analisada toda a preparação no Rio”, para que “tudo esteja acertado em dezembro de 2017.

Conteúdo publicado por Sportinforma