Paralímpicos2016

06-09-2016 11:11

Rio de Janeiro: Risco de contrair Zika é "baixo mas não zero"

Organização Mundial de Saúde garante que o risco de contrair Zika no Rio de Janeiro é 'baixo'.
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Foto: Agencia Lusa

Organização Mundial de Saúde garante que o risco de contrair Zika no Rio de Janeiro é 'baixo'.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O risco de contrair o vírus do Zika durante os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, que começam na quarta-feira, é "baixo, mas não zero", alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

"A OMS fez uma avaliação e a conclusão é a mesma que com os Jogos Olímpicos. O risco para os atletas e os que viajam para o Brasil e participam nos Jogos Paralímpicos é baixo mas não zero", disse o porta-voz da organização, Tarik Jasarevic, em conferência de imprensa.

Recordou ainda que a infeção pelo vírus do Zika pode ter "efeitos graves" nos fetos de mulheres grávidas que contraiam a infeção.

Por este motivo, a organização recomenda às gestantes e às mulheres que pretendam engravidar no curto prazo que não viajem para o Brasil ou para outras zonas ou países com transmissão ativa do vírus.

Para o resto das pessoas, a OMS não recomenda restrições de viagens.

A organização recordou no entanto que é importante prevenir a picada do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus, também transmissível por via sexual.

"Uso de mangas compridas, inseticidas, ambientes protegidos, etc., as medidas de proteção habituais para evitar a picada de um mosquito", disse o porta-voz.

Ainda assim, Jasarevic indicou que a OMS apela a todos os governos do mundo para que estejam "alerta" para o regresso dos atletas e turistas provenientes dos Jogos Paralímpicos para detetar eventuais casos de Zika importados.

"O contágio com o Zika (e a importação para países terceiros) não seria algo inesperado", disse o porta-voz.

Na semana passada, o Comité de Emergências da OMS decidiu que a epidemia de Zika continua a ser uma emergência sanitária de alcance internacional, dada a sua expansão geográfica e o desconhecimento sobre os seus efeitos neurológicos.

Nas últimas semanas foram confirmados quatro casos na Guiné-Bissau e uma centena em Singapura.

A atual epidemia apareceu no Brasil no final de 2014 e já se expandiu a mais de 60 países.

Conteúdo publicado por Sportinforma