Jogos Paraolímpicos

08-09-2016 19:04

António Costa: "Há ainda uma grande barreira que é preciso derrubar"

Primeiro-ministro português marcou presença na cerimónia de abertura dos Jogos Paraolímpicos.
Participantes nos jogos paralímpicos apresentam cumprimentos ao PR, presidente da AR e Governo
Foto: © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O primeiro Ministro, António Costa fala aos jornalistas no final da cerimónia de apresentação de cumprimentos da comitiva portuguesa que participa nos Jogos Paralímpicos Rio2016 ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues e ao Governo esta tarde no Picadeiro do Antigo Museu dos Coches, em Lisboa, 31 de agosto de 2016. MIGUEL A. LOPES/LUSA

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O primeiro-ministro ouviu hoje vários "testemunhos de vida" de atletas portugueses que participam nos Jogos Paralímpicos, numa visita à aldeia olímpica em que elegeu como prioridade o combate pela igualdade da pessoa com deficiência.

Sempre acompanhado pelos secretários de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, e da Inclusão, Ana Sofia Antunes, António Costa, com um cachecol com as cores de Portugal, começou por assistir à rápida derrota do judoca português Miguel Vieira diante do brasileiro Halyson Oliveira Boto - um combate que nem demorou um minuto.

Secundarizando essa derrota por ‘ippon' logo na fase de eliminatórias, o primeiro-ministro fez questão de felicitar Miguel Vieira no final do combate. Miguel Vieira, de 31 anos, que é considerado um pioneiro no desenvolvimento do judo nacional paralímpico e que compareceu perante António Costa magoado no ombro direito.

Já junto às instalações dos atletas portugueses na aldeia olímpica, que depois visitou, António Costa ouviu uma mensagem de otimismo, daquelas que tanto gosta, da velocista de 100 e 400 metros, Carolina Duarte.

"Domingo vou à final. Pode estar certo", disse ao primeiro-ministro Carolina Duarte, que em anteriores competições já conquistou uma medalha de ouro, outra de prata e, igualmente, uma de bronze.

Na aldeia olímpica, perto da torre que aloja atletas portugueses, azeris, turcos e uruguaios, António Costa teve a oportunidade de ver uma parte do treino do maratonista Jorge Pina e conversou com cerca de uma dezena de atletas de diversas modalidades.

Antes de abandonar a aldeia olímpica, para desespero de parte do "staff" do protocolo desta visita ao Brasil, ainda assistiu pela televisão à prova de 400 metros de Luís Gonçalves, que ficou em segundo lugar numa das eliminatórias.

"Fizemos um grande esforço para valorizar a participação portuguesa nestes Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, porque não são só desportivos. São sobretudo um extraordinário testemunho de vida, de inspiração para as pessoas com deficiência, mas, principalmente, de inspiração para o conjunto da sociedade", declarou o primeiro-ministro aos jornalistas que o acompanharam na visita.

Depois, António Costa deixou uma mensagem de caráter político, salientando a sua defesa "de uma sociedade inclusiva, para todos os cidadãos".

"O combate pela igualdade relativamente à pessoa com deficiência está ainda por fazer. Tivermos grandes avanços nos combates pela igualdade de género e pela não discriminação em função da orientação sexual de cada um, da cor ou da religião de cada cidadão. Mas, relativamente, à pessoa com deficiência há ainda uma grande barreira que ainda existe e que é preciso derrubar", acrescentou o primeiro-ministro.

António Costa destacou o "momento emocionante" que assistiu na cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos, na quarta-feira, quando o atleta se preparou para acender a chama olímpico e encontrou pela frente degraus.

"Eram uma barreira intransponível, mas, magicamente, os degraus junto à tocha desapareceram e surgiu uma rampa. Isto significa que é necessário que a sociedade se organize no seu conjunto para que os degraus não sejam uma barreira para ninguém", disse.

Conteúdo publicado por Sportinforma