Jogos Paralímpicos

13-09-2016 16:07

Hélder Mestre em 7.º e Mário Trindade em 8.º em finais de atletismo

O atleta português considerou que o calor que se faz sentir no Rio de Janeiro 'não ajudou'.
Hélder Mestre em 7.º e Mário Trindade em 8.º em finais de atletismo
Foto: D.R.

Hélder Mestre em 7.º e Mário Trindade em 8.º em finais de atletismo.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O português Hélder Mestre foi hoje sétimo na final dos 100 metros T51 dos Jogos Paralímpicos Rio2016, enquanto Mário Trindade foi oitavo nos 400 metros T52, ambas categorias destinadas a deficientes motores que competem em cadeira de rodas.

“Esta prova é muito rápida e este calor ‘mata-me’. Tenho pena de não ter conseguido melhorar o meu máximo pessoal (23,32 segundos)”, disse o atleta, que concluiu a prova com 24,35.

O atleta português considerou que o calor que se faz sentir no Rio de Janeiro, com a temperatura acima dos 35 graus às 11:00 “também não ajudou”, mas reconheceu que “esse é um problema que afeta todos”.

“Na partida parece que fiquei um bocadinho ‘adormecido’”, afirmou, acrescentando: “vai ser melhor nos 400 metros, que vou disputar dia 17”.

Nos 100 metros T51, o belga Peter Genyn conquistou o ouro, com novo recorde paralímpico (21,15), deixando a prata para o argelino Mohamed Berrahal (21,70) e o bronze para o mexicano Edgar Sanchez (21,96).

Na prova dos 400 metros T52, Mário Trindade foi oitavo, com o tempo de 1.05,35 minutos, num prova ganha pelo norte-americano Raymond Martin (58,42), que repartiu o pódio com o japonês Tomoki Sato (58,88) e Leonardo Perez (1.01,93), prata e bronze, respetivamente.

“Estou satisfeito por ter marcado presença em duas finais, mas não com a prova de hoje”, disse o atleta, que no sábado foi sexto classificado na prova dos 100 metros.

Mário Trindade explicou que não conseguiu puxar ao máximo no início da prova, explicando: “Senti-me a baloiçar na cadeira. Quando dei a segunda puxada, o meu corpo fugiu na cadeira, tenho de perceber o que se passou”.

Também no estádio Engenhão, Cristiano Pereira, de 20 anos, terminou na sétima posição a final dos 1.500 metros T20, para atletas com deficiência intelectual, com o tempo de 3.59,92 minutos.

Depois de ter estado na frente na primeira metade da corrida, o atleta português acabou por perder várias posições, numa prova que foi ganha pelo norte-americano Michael Brannigan, com a marca de 3.51,17.

O polaco Daniel Pek conquistou a medalha de prata, com a marca de 3.56,17, tendo o iraniano Peyman Bazanjani ficado com o bronze (3.56,24).

Conteúdo publicado por Sportinforma