Cicilismo

20-01-2011 16:06

Os objectivo de Artur Lopes

«O ciclismo de estrada é uma pequena parte do ciclismo, mas é a parte mais mediática. Atravessa, actualmente, graves dificuldades porque não há patrocinadores para equipas e para as corridas», disse Artur Lopes.
Os objectivo de Artur Lopes

Por Sapo Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e único candidato ao cargo, Artur Lopes, pretende, no seu último mandato, desenvolver as modalidades de pista e BMX e fazer com que o ciclismo de estrada supere a crise.

«O ciclismo de estrada é uma pequena parte do ciclismo, mas é a parte mais mediática. Atravessa, actualmente, graves dificuldades porque não há patrocinadores para equipas e para as corridas. Por isso, eu pretendo criar uma comissão de estudo para que esta vertente ultrapasse estas dificuldades. O ciclismo de estrada, em especial o profissional, tem de passar por este chapéu da crise sem se molhar», afirmou Artur Lopes, em declarações à agência Lusa.

Apesar de esta comissão estar «pensada, arquitectada e esboçada», segundo o dirigente, que será reeleito no sábado para o seu sexto mandato, os «objectivos e a sua constituição” apenas serão anunciados “após o ato eleitoral», porque «nem seria lícito fazê-lo antes».

«À luz dos novos regulamentos, este vai ser um mandato de apenas dois anos. Este ato eleitoral vai legitimar uma nova equipa que se propõe e gostaria de deixar implementado o projecto de escolas de ciclismo de pista e consolidado o ciclismo de BMX. São duas modalidades olímpicas, ainda não muito enraizadas no nosso país, fulcrais para o futuro do ciclismo», explicou, acrescentando que «pode parecer pouco ambicioso mas, se tudo for feito, já não é pouco».

Ainda sem pensar na sua sucessão, em 2013, Artur Lopes, que preside à FPC desde 1 de Janeiro de 1993, manifestou-se desde já disponível para continuar a apoiar o ciclismo.

«Este terá de ser o último, mas não há monarquias. Eu sou do Sporting e é conhecido o resultado desastroso da sucessão monárquica que houve no clube há uns tempos, por isso, acho que deve haver mudanças. Eu espero que o próximo candidato, que até posso vir a apoiar, tenha capacidade de trabalho para manter o equilíbrio desta casa, que já é uma média empresa e movimenta cerca de um milhão de euros por ano», sublinhou.

Mesmo assim, o presidente e recandidato a um sexto mandato, encontra na actual direcção quem possa continuar o seu trabalho: «Estou a pensar, por exemplo, no Delmino (Pereira), que poderia ser um bom presidente, que conhece os cantos da casa, é um apaixonado pela modalidade e tem uma grande capacidade de trabalho».

Artur Lopes encabeça a única lista a ser sufragada no sábado, entre as 10h00 e as 18h00, e apresenta Delmino Pereira e Vítor Pedroso como vice-presidentes, enquanto Francisco Manuel Fernandes, actual vice-presidente da área administrativa e financeira, encabeça a lista à mesa da Assembleia-geral, que era até agora presidida por Macário Correia.

Luís Filipe Rodrigues, José de Melo e Castro, Paulo Osório Mendes, Henrique Correia de Castro, são os cabeças de lista aos Conselhos Fiscal, de Disciplina, de Justiça e de Arbitragem, respectivamente.