Volta a Portugal

10-08-2011 19:33

O Povo saiu à rua mesmo com corrida assim-assim

Em Agosto, só há Volta a dar. Mesmo sem grandes figuras mundiais e um percurso reduzido ao norte litoral e centro do país, o "povo" continua a sair à rua para ver o ciclismo passar-lhe à porta de casa.
O Povo saiu à rua mesmo com corrida assim-assim

Por Sapo Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Da freguesia beirã do Penso, com 274 eleitores, à grande cidade mais próxima, Viseu, com cerca de 50.000 habitantes, todos têm direito a ver passar a alegre e colorida caravana e apoiar de perto os ciclistas favoritos.

Casamentos, batizados ou grandes festas populares rivalizam com o pelotão da 73.ª “portuguesa”, um evento com 84 anos de história e que, em alguns lugares, tem estatuto de acontecimento do ano.

Velhos, novos, mulheres, crianças, os emigrados no estrangeiro e outros “bons filhos” tornados a casa da grande urbe onde têm mais oportunidades para ganhar a vida... todos juntos, nas bermas, passeios, muros ou encostados à ombreira da porta para ver passar as “naves a pedal”.

Apesar da crise na economia e na prova, o "povo" entrega-se a cada edição da maior corrida velocipédica portuguesa, mascarado de personagem de ficção de origem cazaque ou de arlequim, com maior ou menor aparato, mais ou menos utensílios para o petisco e o convívio.

A competição sofreu cortes orçamentais para os atuais quatro milhões de euros, só há quatro equipas lusas profissionais, há menos público nas partidas e nas chegadas, mas o contingente de fiéis estrada fora em toda e qualquer localidade permanece na mesma, entusiasta e com vontade de ajudar os heróis da roda pedaleira.