Desporto

01-08-2016 21:51

Princesa vai dirigir departamento desportivo de mulheres na Arábia Saudita

A princesa ocupa um lugar na direção de uma grande empresa da família na Arábia Saudita e trabalha como assessora na multinacional de transportes Uber,
Arábia Saudita
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Arábia Saudita

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O Conselho de Ministros da Arábia Saudita nomeou hoje a princesa Rima Bint Bandar Bin Sultan al Saud como diretora do departamento de mulheres da Autoridade Pública de Desportos.

Na Arábia Saudita não existe a pasta ministerial do Desporto e, por isso, esta instituição funciona como um ministério, estando encarregada de regular e organizar as atividades desportivas.

A princesa Rima nasceu em Riade em 1975 e, depois de ter vivido e estudado nos Estados Unidos, onde o seu pai era embaixador, regressando ao seu país para transformar-se numa ativista a favor da inclusão das mulheres no mundo laboral e na esfera pública.

Nesse sentido, envolveu-se em campanhas na luta contra o cancro da mama e juntou-se também a diversas causas femininas que continuam a ser um tabu na Arábia Saudita.

A princesa ocupa um lugar na direção de uma grande empresa da família na Arábia Saudita e trabalha como assessora na multinacional de transportes Uber, que é popular entre as mulheres neste país, uma vez que lhes é vedada a condução de veículos.

Além disso, Rima faz parte do conselho consultivo da iniciativa TEDx, que organiza fóruns de discussão e troca de ideias inovadoras a nível internacional.

A nomeação da princesa Rima acontece num momento de abertura no âmbito desportivo para as mulheres na Arábia Saudita, as quais não praticam desportos de forma profissional e não têm aulas de educação física nas escolas.

Os clérigos do reino ultraconservador opõem-se a esta abertura e em 2009 o mufti – máxima autoridade religiosa muçulmana – saudita disse que a prática de desporto é uma vergonha para as mulheres e porque as expõem aos homens.

Alguns clubes sauditas abriram recentemente as portas às mulheres, uma vez que a legislação local não proíbe expressamente a sua frequência nesses centros ou que façam parte de equipas profissionais.

Conteúdo publicado por Sportinforma