Rio2016/Paraolímpicos

23-08-2016 19:33

Primeiro-ministro russo rotula de "cínica" decisão de excluir atletas

“A exclusão dos nossos atletas paraolímpicos do Rio2016 é uma decisão cínica, motivada pelo desejo de afastar os principais rivais”, escreveu Dmitry Medvedev na sua página na rede social ‘Twitter’.
UN Conference for Sustainable Development Rio+20 in Rio de Janeiro
Foto: Lusa

Dmitry Medvedev, primeiro-ministro russo

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, rotulou hoje de “cínica” a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) de rejeitar o apelo dos atletas paraolímpicos russos, impedindo-os de participar nos Jogos do Rio21016.

“A exclusão dos nossos atletas paraolímpicos do Rio2016 é uma decisão cínica, motivada pelo desejo de afastar os principais rivais”, escreveu Dmitry Medvedev na sua página na rede social ‘Twitter’.

Também o ministro russo dos Desportos, Vitali Mutko, considerou a rejeição pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) do apelo dos atletas paraolímpicos aos Jogos Rio2016 uma decisão “mais política do que jurídica”.

"A decisão [do TAS] não emana do campo da lei. É mais política do que jurídica", considerou o ministro russo dos Desportos, Vitali Mutko, citado pela agência de notícias russa TASS, acrescentando que “não havia razão para a rejeição”.

O TAS informou que não deu provimento ao recurso interposto a 15 de agosto pelo organismo paralímpico russo, confirmando, consequentemente, a decisão do Comité Paralímpico Internacional (IPC) de suspender a Rússia dos Jogos que se vão realizar no Rio de Janeiro, entre 07 a 18 de setembro.

O IPC tinha anunciado a 07 de agosto a suspensão do Comité Paralímpico Russo, na sequência da investigação de ‘doping’ e das conclusões do relatório McLaren, que revelou a existência de um sistema generalizado de ‘doping’ na Rússia com apoio estatal.

O TAS alegou “não ter encontrado qualquer evidência que contradiga os factos em função dos quais foi tomada a decisão do IPC” de assumir a suspensão global da Rússia, ao contrário do Comité Olímpico Internacional (COI), que optou por delegar essa decisão nas federações internacionais das várias modalidades.

O presidente do IPC, Philipe Craven, lamentou que “a sede de glória a qualquer custo da Rússia prejudicou gravemente a integridade e a imagem de todo o desporto”, justificando a decisão de suspender todos os atletas russos com base na incapacidade do país cumprir os critérios do código mundial antidopagem.

A Rússia continua a negar as conclusões do relatório McLaren sobre a participação estatal num sistema organizado de ‘doping’ e, em particular, a intervenção no processo do próprio ministro dos Desportos, Vitaly Mutko.

Os Jogos Paralímpicos disputam-se desde 1948 e têm visto a sua dimensão e importância crescer nos últimos 20 anos, tendo contado na última edição, em Londres2012, com a participação de 4.300 atletas, em representação de 164 países.

Conteúdo publicado por Sportinforma