Futebol americano

15-09-2016 08:48

Mais 100 milhões de euros no combate a lesões cerebrais

Mais de 40% dos ex-jogadores da liga de futebol americano dos Estados Unidos mostram sinais de lesões cerebrais.
Carolina Panthers juntam-se aos Broncos na final do Super Bowl
Foto: EPA

Carolina Panthers, equipa de futebol americano

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A liga de futebol americano dos EUA (NFL) anunciou um investimento adicional de 100 milhões de dólares para o desenvolvimento de tecnologias e apoio à investigação a pensar no grave problema das lesões cerebrais que sofrem os jogadores.

O comissário da NFL, Roger Goodell, anunciou na quarta-feira a iniciativa “Play Smart. Play Safe” (“Joga de forma inteligente, joga de forma segura”) numa carta aberta que o seu gabinete deu a conhecer através dos meios de comunicação social.

Segundo um estudo, divulgado em abril, pela Academia Americana de Neurologia, mais de 40% dos ex-jogadores da liga de futebol americano dos Estados Unidos mostram sinais de lesões cerebrais.

“Podemos e faremos melhor”, afirmou Roger Goodell, referindo que não estar satisfeito – tal como os donos das 32 equipas da NFL – no que diz respeito à prevenção das lesões na cabeça que sofrem os jogadores da modalidade.

Ao abrigo dessa iniciativa, 60 milhões de dólares vão ser canalizados para o desenvolvimento de tecnologia, como capacetes melhorados, e 40 milhões destinados à investigação médica.

O programa abarca áreas como proteção dos jogadores, avanços tecnológicos e investigação médica

A NFL e os seus associados já gastam 100 milhões de dólares em investigação e novas tecnologias.

Foi alcançado um acordo que prevê o pagamento de 1.000 milhões de dólares durante 65 anos a mais de 20 mil jogadores retirados, que sofreram graves problemas de saúde depois de deixarem a competição.

Roger Goodell escreveu na mesma missiva que a NFL “conseguiu importantes progressos em matéria de saúde e segurança. Fizemos mudanças nas regras relativas à segurança, incentivámos avanços nos equipamentos, melhorámos os protocolos médicos e mudámos a maneira como ensinamos a modalidade”.

O comissário da NFL reiterou que essa será sempre a primeira prioridade a ter de modo a garantir uma melhor proteção para os jogadores de futebol americano.

“Com toda a razão, a maior parte da discussão pública é sobre as lesões cerebrais, como ocorrem, como podem ser prevenidas, como se tratam e o que se conhece sobre o seu impacto a longo prazo”, realçou.

Sob a nova iniciativa, a NFL vai criar um grupo especializado para lhe facultar assessoria independente, composto por médicos e cientistas, para “identificar e apoiar as propostas mais convincentes para a investigação científica sobre concussões cerebrais, lesões na cabeça e os seus efeitos a longo prazo”, escreveu ainda Roger Googell.

A NFL foi fortemente criticada nos últimos anos por ter durante um longo período de tempo subestimado o impacto dos choques físicos na saúde dos jogadores, uma problemática retratada no filme “Concussion” (“Concussão”) que tem Will Smith como protagonista.

Conteúdo publicado por Sportinforma