Desporto

15-09-2016 07:56

Piratas informáticos russos continuam a atacar sistema da AMA

Piratas informáticos russos divulgam mais dados confidenciais de atletas.
Hacker TEK
Foto: TEK

TEK

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Agência Mundial Antidopagem (AMA) informou na quarta-feira que um grupo de piratas informáticos russos, conhecido como “Fancy Bear” ou “Tsar Team”, tornou público mais um lote de informações confidenciais de atletas.

À semelhança da divulgação de dados confidenciais ocorrida na terça-feira, que envolvia quatro atletas que competiram nos Jogos do Rio2016, segundo a AMA, o grupo de ‘hackers’ deu agora a conhecer informações de 25 atletas oriundos de oito países.

Os dados incluem dez atletas dos Estados Unidos, cinco da Alemanha, cinco da Grã-Bretanha, um da República Checa, um da Dinamarca, um da Polónia, um da Roménia e um da Rússia, de acordo com a AMA.

“A AMA está muito consciente de que este ataque criminoso, que até à data expôs os dados pessoais de 29 atletas, será muito doloroso [para eles] e causa receios em todos os outros que participaram nos Jogos Olímpicos Rio2016”, disse o diretor geral da AMA, Olivier Niggli, citado em comunicado.

Após compilar dados, a AMA não tem dúvidas de que esses ataques em curso constituem uma forma de retaliação contra a agência e o sistema antidopagem mundial devido ao relatório McLaren, divulgado a 18 de julho, que revelou a existência de um esquema de ‘doping’ patrocinado por Moscovo, sublinhou Olivier Niggli.

O dirigente da AMA indicou ainda que pediram ao Governo russo que faça todos os possíveis para travar esses ataques informáticos procedentes da Rússia.

“Contínuos ataques informáticos procedentes da Rússia prejudicam gravemente o trabalho que está a ser levado a cabo para reconstruir um programa antidopagem compatível na Rússia”, advertiu o mesmo responsável.

Na terça-feira, a AMA informou que o grupo de ‘hackers’ russo acedeu ilegalmente à base de dados do sistema de administração e gestão antidopagem (ADAMS) da agência, criado para seguir os controlos feitos aos atletas, através de uma conta do Comité Olímpico Internacional (COI), criado a propósito dos Jogos do Rio2016.

O grupo de piratas informáticos “Fancy Bear” acedeu a informação de desportistas, incluindo a dados médicos confidenciais, tais como isenções por uso terapêutico de medicamentos nos Jogos do Rio2016 autorizadas por federações internacionais e organizações nacionais antidopagem, de acordo com a AMA.

Conteúdo publicado por Sportinforma