Desporto

01-12-2016 22:33

Cabo Verde pede apoio da Zona II para organizar Jogos Africanos de 2019

Segundo afirmou o governante aos representantes desportivos da Zona II de Africa, o arquipélago está sempre disponível em receber atividades do tipo.
 Fernando Elísio Freire

Fernando Elísio Freire

Por SAPO Desporto c/Inforpress sapodesporto@sapo.pt

O ministro do Desporto de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire pediu esta quinta-feira o apoio dos representantes desportivos da Zona II de África e empenhamento do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC) na candidatura da organização dos Jogos Africanos de 2019 em Cabo Verde.

“Queremos trazer para Cabo Verde grandes eventos colocando o país na rota internacional de eventos desportivos”, disse o governante quando intervinha hoje no ato de abertura do “Seminário Avançado sobre Gestão Desportiva da Zona II de África” que acontece hoje e esta sexta-feira na Cidade da Praia.

Segundo afirmou o governante aos representantes desportivos da Zona II de Africa, o arquipélago está sempre disponível em receber atividades do tipo, assim como as atividades desportivas internacionais que envolvam as instituições desportivas no continente africano, nomeadamente os comités olímpicos nacionais dos países africanos.

O ministro que tutela o Desporto aproveitou a oportunidade para apresentar a “visão” de cabo Verde concernente ao desporto nos próximos tempos, salientando que o Governo pretende “projetar um novo ciclo do desporto, reforçando o seu papel e a sua importância”.

Construir uma parceria entre os poderes públicos e os agentes desportivos numa lógica de complementaridade e de respeito para a autonomia e os níveis de intervenção de cada um, adotar a racionalidade de transparência e o estabelecimento de prioridades na afetação e utilização de recursos financeiros e materiais, são alguns dos pontos que fazem parte desta “visão”.

Disse ainda que querem aproveitar as responsabilidades e as condições naturais do país e a capacidade fisiológica do cabo-verdiano para a prática da inovação desportiva.

Dinamização do desporto escolar, formação dos clubes, desenvolvimento de talentos através do programa “excelência desportiva e do centro especializado do desporto”, são outras ações que o executivo irá desenvolver.

Garantiu que o Governo irá apoiar as seleções nacionais, rever as legislações desportivas e introduzir uma nova legislação que proteja por um lado, os clubes cabo-verdianos na transferência dos desportistas por eles formados, para clubes estrangeiros que incentive os desportistas de alta competição.

“O Governo tem uma política desportiva de médio e longo prazo, com a missão de construir um sistema desportivo integrado e competitivo, através da planificação de médio a longo prazo com prioridades, objetivos, metas e modalidades, acompanhado de rotação de recursos financeiros”, sustentou.

Avançou ainda que vão promover ações para a capacitação de agentes desportivos e respetivas instituições, argumentando que “tudo o que irão fazer e as ações estratégicas serão alinhadas com os planos estratégicos do Comité Olímpico e Paralímpico Cabo-verdiano, que considerou ser “importantes parceiros do Estado”.

A abertura do seminário contou também com o discurso da presidente da Comité Olímpico Cabo-Verdiano Filomena Fortes, que afirmou que o que querem é que a Zona II seja uma “Zona pró-ativa” e que seja a “melhor zona em África”, enfatizando a capacidade, recursos humanos para sê-lo.

“Nós queremos que este um dia e meio de trabalho seja uma plataforma de troca de experiência entre os países da Zona II e um pouco de preparação do que pode sair daqui durante quatro anos a preparação do desporto para a vida”, sublinhou.

Para além do seminário, acrescentou que a Gâmbia vai receber um torneio de Voleibol de Praia enquadrado nas atividades da Zona II, da qual fazem parte os oito países da sub-região, designadamente Cabo Verde, Mauritânia, Guiné Bissau, Guiné Conacri, Gâmbia, Senegal, Serra Leoa e Mali.

O seminário é financiado pela Solidariedade Olímpica e pretende também fazer uma maior aproximação dos países em apreço, para que tracem objetivos comuns a serem alcançados a bem do desporto africano.

Conteúdo publicado por Sportinforma