Desporto adaptado

19-04-2017 14:18

Primeira edição dos Para-jogos Africanos marcada para 2019

A deliberação é da Assembleia Geral do Comité Paralímpico Africano (APC- sigla em inglês).
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Por SAPO Desporto c/ Angop sapodesporto@sapo.pt

Realiza-se em 2019 os primeiros Jogos Africanos para atletas deficientes, sob a designação "Para-jogos Africanos2019", qualificativos aos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020.

A deliberação é da Assembleia Geral do Comité Paralímpico Africano (APC- sigla em inglês) terminada sexta-feira, em Luanda, sendo que o evento inédito deve disputar-se na África do Sul, Congo Brazzaville, Marrocos ou Egipto, pelas condições de infraestruturas que possuem.

Os delegados ao fórum, marcado pela recondução do angolano Leonel da Rocha Pinto ao cargo de presidente do organismo, para o quadriénio 2016/2020, votaram sim pela demarcação dos atletas adaptados dos Jogos Pan-Africanos, onde a participação tem sido na condição de convidados.

Argumentam que, não fazendo parte da organização daquele evento, os atletas deficientes são selecionados segundo vontade ou estratégias longe dos objetivos do APC e associados no que tange as modalidades, tipos de deficiências (classes) disciplinas e número de participantes.

Os Jogos Pan-Africanos são realizados a cada quatro anos pelos Governos e país anfitrião, sob égide da União Africana, pretendendo-se o mesmo em relação aos Para Jogos Africanos, ou seja, que tenham organização dos Governos, União Africana e o anfitrião filiado ao APC.

A decisão em organizar seus próprios jogos fundamenta-se ainda no facto de ser assim em outros continentes, nomeadamente, no europeu, no americano e no asiático.

Quanto aos pressupostos para a realização da primeira competição continental do género, os membros do Comité Paralímpico Africano traçaram estratégias tendo como ponto de partida uma reunião com a União Africana em curto prazo. A tarefa para o efeito foi atribuída ao sul-africano Leon Fleiser, segundo vice-presidente.

O estabelecimento de parcerias com empresas que normalmente apoiam o desporto no continente como, por exemplo, a Toyota, figura igualmente entre os planos para a realização dos primeiros Para Jogos Africanos.

Em Angola o desporto adaptado teve a primeira participação nos Jogos Pan-africanos em 1999, na cidade sul-africana de Joanesburgo. Até então a participação dos paralímpicos era feita a título de recreação, realidade alterada na altura por intervenção do angolano Leonel da Rocha pinto, na ocasião vice-presidente para o marketing e Comunicação da Confederação Africana de Desportos para Deficientes (ASCOD - atual APC) para a área de Comunicação e Marketing.

Hoje os resultados já contam para a tabela classificativa, mas ainda assim mantém-se a restrição quanto ao número de participantes, número de modalidades e tipos de deficiências, além do facto de apenas o atletismo e halterofilismo ser qualificativo aos Jogos Paralímpicos desde a edição de 2015, no Congo Brazzaville.

Conteúdo publicado por Sportinforma