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13-05-2017 09:55

Falta de divisas trava crescimento do xadrez em Angola

A expansão do xadrez em Angola, modalidade com forte desenvolvimento nas últimas décadas, está agora condicionada devido à crise económica que o país enfrenta.
Xadrez

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Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A expansão do xadrez em Angola, modalidade com forte desenvolvimento nas últimas décadas, está agora condicionada devido à crise económica que o país enfrenta, com a federação a reconhecer carência de material para responder a todas as solicitações.

Em entrevista à agência Lusa, o secretário-geral da Federação Angolana de Xadrez, Manuel Pedro, explicou que a massificação do xadrez nas instituições de ensino, estabelecimentos prisionais, creches e unidades militares consta do programa de ação da instituição, mas a carência de divisas para importar o material limita as ações.

Angola contará, segundo a federação, com cerca de 8.000 praticantes de xadrez, a maioria concentrada em Luanda.

"A adesão é grande, mas o material que temos disponível é insuficiente para responder às necessidades, que importamos da África do Sul e as divisas são o grande problema", disse, aludindo às dificuldades de acesso a moeda estrangeira, sobretudo devido à crise em Angola, desde 2014.

De acordo com Manuel Pedro, a federação ainda conseguiu importar em janeiro último "um número exíguo de material", sobretudo peças de xadrez, mas sem conseguir responder às várias solicitações, sobretudo de instituições do ensino privado.

Os estabelecimentos de ensino, referiu, solicitam igualmente professores de xadrez, daí que este ano a federação vai promover cursos de formação de formadores.

"A partir deste ano, teremos muitos cursos de formação de formadores. Os programas estão estabelecidos e estou em crer que conseguiremos expandir o xadrez", precisou.

O dirigente lamentou ainda a redução de quase 50% na dotação do Orçamento Geral do Estado de 2017 para apoiar a modalidade.

"Ainda assim, a federação vai procurando apoios para participarmos nas principais provas de caráter africano", explicou, recordando que o país conta igualmente com um elevado número de praticantes amadores de xadrez.

Angola é atualmente tricampeã africana em júnior feminino e bicampeã africana em júnior masculino, de xadrez, através, respetivamente, de Esperança Caxita e David Silva respetivamente.

Do calendário de competições da Federação Angolana de Xadrez constam mais de uma dezena de campeonatos nacionais, entre masculinos e femininos, em várias idades.

Conteúdo publicado por Sportinforma