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23-05-2017 15:51

Remo quer voltar aos Jogos Olímpicos, mas caminho é longo e difícil

A comitiva lusa parte para a República Checa na quarta-feira.
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A comitiva lusa parte para a República Checa na quarta-feira.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O presidente da Federação Portuguesa de Remo, Luis Ahrens Teixeira, assumiu hoje o desejo de levar novamente uma equipa aos Jogos Olímpicos, embora reconheça que a missão possa ser mais difícil do que o que imaginou quando assumiu funções.

“É muito complicado. No panorama internacional, continuamos muito atrasados a níveis físicos. O objetivo é criarmos um grupo de atletas cada vez maior, de forma a que desse grupo se destaquem alguns que consigam a qualificação olímpica”, disse à agência Lusa.

O dirigente vincou o forte desejo de ter remadores em Tóquio2020: “Quem é? Não estou muito interessado. Importante é que houvesse. Mais do que os nomes, gente com potencial para poder ir. Mas para isso é preciso um esforço muito grande de todas as partes”.

O primeiro desafio mais sério do remo português é já de sexta-feira a domingo, em Racice, República Checa, onde decorrem os Europeus, com a federação a apresentar a apenas dupla olímpica Pedro Fraga/Nuno Mendes, em double-scull ligeiro, e ainda Joana Branco, em scull ligeiro.

“Este é o primeiro ano do ciclo olímpico. O objetivo é a Joana Branco é crescer e continuar a aperceber-se o que é a realidade da alta competição internacional. Tem feito um bom caminho, mas ainda está longe. Quanto ao Fraga e Mendes é tentarem reagrupar-se e consolidar a sua forma competitiva”, desejou.

Depois de ter sido oitava em Pequim2008 e quinta em Londres2012, a dupla Fraga/Mendes falhou o Rio2016, por dois lugares, num ciclo algo atípico, no qual nem sempre os atletas do Sporting evoluíram juntos.

Luís Ahrens Teixeira assume que, quando iniciou o primeiro mandato na federação, esperava ter nesta altura um grupo mais amplo a competir na alta roda internacional, mas reconhece que essa realidade pode demorar ainda “vários anos”.

“Quando tomei posse na primeira candidatura esperava isso. Depois fui-me apercebendo mais em detalhe... mas é complicado. É um trabalho muito longo. Que nunca foi feito. E que demora muitos anos [a dar frutos]. As formas e horas [de volume] dos treinos que não existiam e que não se ganham assim”, exemplificou.

O dirigente revela que gostava de ter o norte-americano Mike D'Eredita a treinar a tempo inteiro em Portugal, mas recorda que esse desejo pode custar 70 mil a 90 mil euros por ano, incomportável para a federação, pelo que tem um técnico em Coimbra e outro no Porto a fazer cumprir as suas indicações, à distância.

Conteúdo publicado por Sportinforma