Ténis de mesa

27-05-2017 09:50

Portugal nos Mundiais com nove atletas e objetivos distintos

Setor masculino quer conquistar medalhas, enquanto o feminino ambiciona passar a fase de grupos.
Table Tennis European Championships 2016
Foto: Lusa

Marcos Freitas

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Os nove atletas que vão representar Portugal nos Mundiais de ténis de mesa partem para a competição com objetivos distintos, com o setor masculino a aspirar a medalhas, e o feminino a querer passar a fase de grupos.

“Os objetivos são diferentes de atleta para a atleta. Em masculinos, temos dois atletas que estão entre os 16 cabeças de série, o Tiago Apolónia e o Marcos Freitas. É normal termos muita esperança neles”, disse à agência Lusa Francisco Santos, um dos três treinadores dos atletas portugueses que estarão nos Mundiais, a disputar em Dusseldorf, na Alemanha.

No setor masculino, no qual Portugal estará representado por Marcos Freitas, Tiago Apolónia, João Geraldo, João Monteiro e Diogo Carvalho, o técnico assume que na variante de pares as expectativas são elevadas.

De acordo com o técnico, Marcos Freitas e João Monteiro, vão fazer dupla com os dois jogadores ao lado dos quais se sagraram campeões europeus em 2011 e 2015, respetivamente.

“Podemos ter aqui uma boa hipótese de atingir grandes resultados e até, quem sabe, medalhas”, disse Francisco Santos, lembrando que Marcos Freitas vai jogar ao lado do croata Andrej Gacina, e João Monteiro fará dupla com o austríaco Stefan Fegerl.

Na variante de singulares, Diogo Carvalho é o único dos cinco que terá de jogar a fase de grupos, uma vez que os restantes têm presença garantida nos 64 avos-de-final no torneio de singulares.

“O pensamento deles é naturalmente positivo, vão pensar ronda a ronda”, disse o técnico, lembrando que Marcos Freitas “foi quinto classificado nos Jogos Olímpicos Rio2016”.

Francisco Santos, que marcará presença na Alemanha juntamente com os técnicos Kong Guoping e Xie Juan, admite que no setor feminino o objetivo é conseguir passar a fase de grupos.

Segundo o técnico, as quatro atletas convocadas – Leila Oliveira, Rita Fins, Cátia Martins e Raquel Andrade – “estão motivadas para fazerem uma boa prova, e uma boa prova seria passar o grupo”.

“A realidade do ténis de mesa feminino, exceção feita às duas atletas naturalizadas [Fu Yu e Shao Jieni], nunca houve uma aposta no profissionalismo”, refere Francisco Santos.

Os Mundiais de ténis de mesa, que este ano decorrem entre 29 de maio e 05 de junho, disputam-se anualmente, sendo que num ano se jogam as variantes de singulares, pares e pares misto, e noutro apenas a categoria de equipas.

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