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02-06-2017 21:15

Traumatismo obriga navegador português a abandonar regata transatlântica

Um traumatismo na cabeça obrigou hoje o velejador Ricardo Diniz a abandonar a regata OSTAR 2017.
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Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

Um traumatismo na cabeça obrigou hoje o velejador Ricardo Diniz a abandonar a regata OSTAR 2017 - Original Single-Handed Transatlantic Race, que partiu na segunda-feira de Plymouth, Inglaterra, com destino aos Estados Unidos, foi anunciado.

Em comunicado, a Taylor’s refere que o navegador solitário “foi forçado a abandonar a OSTAR, por motivos de saúde, relacionados com um traumatismo na cabeça”, expressando também a sua "sincera gratidão pelo empenho e elevado profissionalismo que [Ricardo Diniz] evidenciou em todos os momentos".

A patrocinadora desta missão, “preocupada mas confiante no regresso do navegador a terra”, acrescenta que Ricardo Diniz recusou a ajuda da assistência marítima britânica e que encontra agora a navegar para terra.

Na deslocação até Londres, Ricardo Diniz transportou no seu veleiro uma pipa de vinho do Porto entre os rios Douro (margem de Gaia) e Tamisa, numa recriação histórica para assinalar os 325 anos da fundação das caves Taylor’s.

O veleiro que usou na recriação histórica da viagem saiu da beira-rio de Vila Nova de Gaia, em março.

A 11 de maio, a icónica Tower Bridge, em Londres, abriu a ponte levadiça para deixar passar o veleiro de Ricardo Diniz que transportou um casco de vinho do Porto desde as histórias caves em Gaia.

O velejador mostrou a sua admiração pelos antigos marinheiros que traziam os cascos de vinho desde o século XVIII subindo o oceano Atlântico e atravessando o canal da Mancha até ao rio Tamisa.

"Por mais tecnologia que eu tenha a bordo, continua a ser o mar e um barco muito pequenino contra a mãe natureza. Tenho imenso respeito pelo que nós atingimos há séculos atrás, em especial como é que desciam o Douro naqueles barcos e vinham até aqui acima para entregar as suas encomendas. Deve ter sido muito difícil", disse, então, à agência Lusa.

A viagem, apesar de não ter sido muito atribulada, partiu mesmo assim alguns objetos e causou enjoos a membros da tripulação.

O barco chegou horas antes da passagem pela ponte construída no final do século XIX, que abre diariamente cerca de duas vezes, sobretudo para a passagem de barcos de recreio.

O veleiro, construído em 1991, foi recentemente restaurado e seguiu para Plymouth, no sul de Inglaterra, de onde Ricardo Diniz partiu para Newport, em Rhode Island, nos EUA.

Esta foi a primeira vez que a OSTAR, que dura cerca de 21 dias e implica a travessia solitária do Oceano Atlântico, contou com um participante português desde a fundação em 1960.

No seu currículo de atividades ligadas ao mar, o português conta com mais de 100.000 milhas náuticas navegadas, incluindo quatro travessias do Oceano Atlântico e a viagem solitária do Lisboa-Dacar à vela, em 2005, que ocorreu em paralelo com o mítico rali, entre outras provas.

Conteúdo publicado por Sportinforma