Modalidades

13-07-2017 12:52

Canoagem portuguesa quer reconstruir a sua história nos Europeus da Bulgária

Teresa Portela será reintegrada na seleção portuguesa feminina de canoagem.
Rio2016: Canoista Teresa Portela fica em quarto e vai à final B em K1 500
Foto: Lusa

Teresa Portela vai ser reintegrada na equipa feminina portuguesa

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A equipa feminina portuguesa terá nos Europeus de canoagem da Bulgária, de sexta-feira a domingo, o primeiro episódio da sua reconstrução, com a reintegração de Teresa Portela, desdobrada em três provas em Plovdiv.

"É a primeira vez em Europeus que faço K1, K2 e K4. Não é fácil, principalmente a preparação, pois temos de nos focar em três tripulações diferentes, mas acho que já tenho experiência suficiente para conseguir estar em cada uma como tenho que estar", assume Teresa Portela.

Em declarações à Lusa, a canoísta olímpica tem como objetivo para este ciclo ser "consistente" nos resultados, tanto em K1 200, distância na qual tem três bronzes europeus, como no K2 500 que, na Bulgária, vai fazer com Joana Vasconcelos ou no K4 500 que junta ainda Francisca Laia e Maria Cabrita.

"Começa mais um ciclo olímpico. Já não faço K1 200 desde 2015 e a última medalha que ganhei foi em 2014. Gostava de voltar a ter boas sensações e resultados nos 200. Esta é mais uma competição e um teste. Espero estar bem", concluiu.

No olímpico K2 500 vai fazer equipa com Joana Vasconcelos, que aponta como ambição atingir a final: "Tenho feito dupla mais com a Francisca Laia, neste ano de testes. Não sabemos bem o que podemos esperar nas tripulações, mas o grande objetivo é entrar nas finais".

Vasconcelos, que também vai fazer três provas, assume que tem mais rotinas em K4 e que é um "desafio" adaptar-se a dois K2 diferentes, nos 200 metros com Laia e nos 500 com Portela.

Francisca Laia recorda que o K4 500 falhou um lugar no Rio2016 por 18 milésimos de segundo - na altura, com Joana e Beatriz Gomes e Helena Rodrigues, entretanto retiradas da alta competição - e agora destaca a redobrada vontade de levar a tripulação a Tóquio2020.

"É um barco que ainda precisa de muito trabalho para estar ao nível do K4 de Londres2012, o melhor da canoagem feminina até hoje. Acho que é plenamente possível chegar a esse nível e estarmos na luta por algo mais", refere a estudante do quinto ano de medicina em Coimbra.

A jovem canoísta olímpica acredita igualmente num bom desempenho com Joana Vasconcelos no K2 200, com a qual conquistou um ouro e uma prata em duas etapas da Taça do Mundo deste ano, embora sem o máximo nível competitivo dos participantes.

Maria Cabrita é a única do quarteto que ainda não experienciou participar em Jogos Olímpicos, embora seja esse o objetivo, reforçado com a promessa interior de o dedicar ao pai, que perdeu nos últimos meses.

"É preciso muito trabalho, mais tempo. Para que o equilíbrio e, principalmente, o conjunto venham a demonstrar-se cada vez mais. É um barco que precisa mesmo de muito trabalho para lutar pelos lugares principais", refere a atleta, a única do quarteto que conjuga a canoagem com uma atividade profissional, neste caso de instrutora em ginásio em Montemor-o-Velho.

Portugal apresenta na Bulgária uma equipa de 11 canoístas na Bulgária, integrando também dois atletas na paracanoagem.

Conteúdo publicado por Sportinforma