Canoagem

13-07-2017 09:50

Técnicos nacionais estão confiantes de um bom resultado nos JO 2020

Hélio Lucas, José Sousa e Ryszaard Hoppe querem ser bem sucedidos nas Olímpiadas de Tóquio.
Canoagem: Portugal inicia Mundiais
Foto: HUGO DELGADO / LUSA

Técnicos nacionais de canoagem procuram bons resultados nos Jogos Olímpicos 2020

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Os técnicos das seleção portuguesa de canoagem Hélio Lucas, José Sousa e Ryszard Hoppe têm desafios diferentes para serem bem-sucedidos nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, mas todos se apresentam confiantes, apesar das dificuldades.

"O [Fernando] Pimenta vai estar dois anos a competir individualmente, em K1. O objetivo, como já foi para o Rio2016, será lutar pelas medalhas, fazer o melhor resultado possível. Terá todas as condições para lutar por um lugar cimeiro, quiçá o ouro", garante Hélio Lucas, que treina o seu pupilo desde que este se iniciou na modalidade.

Em declarações à Lusa, Hélio Lucas, que tem ainda a cargo os sub-23 masculinos, recorda que este ano tem sido de alguma "descompressão da intensidade competitiva dos últimos anos", pelo que desvaloriza a responsabilidade de Pimenta lutar nos Europeus da Bulgária, de sexta-feira a domingo em Plovdiv, pela revalidação do ouro conquistado em 2016 em Moscovo em K1 1000 e 5000.

"Não vem com a pressão de defender o titulo europeu, mas representar Portugal o melhor possível. Dar o seu melhor", avisa, sobre o pupilo que este ao foi ouro na Taça do Mundo de Montemor-o-Velho e prata em Szeged, Hungria.

José Sousa tem como principal desafio reinventar o K4 - campeão da Europa em 2011 e vice-campeão do Mundo em 2014 - que vai passar dos 1000 no Rio2016 para os 500 metros em Tóquio2020 e que perdeu Fernando Pimenta, substituído pelo jovem David Varela.

"Não é fácil, pois o Pimenta é um excelente atleta e prova isso constantemente, mas nas Taças do Mundo eles estiveram bem. Queremos chegar à final para fazermos o melhor possível", diz o técnico, sobre a tripulação que tem ainda os olímpicos Emanuel Silva, João Ribeiro e David Fernandes.

O quarteto sob a sua alçada vai desdobrar-se ainda no K2 500 Emanuel Silva e João Ribeiro, que já foi campeão do Mundo em 2013 e da Europa em 2014, sendo que no Rio2016 conquistou o melhor resultado da canoagem portuguesa nos Jogos, com o quarto posto em K2 1000.

"Depois desses títulos, apenas voltaram a fazer K2 500 na Taça do Mundo de 2016 que venceram em Portugal. São dois grandes atletas e acredito que aqui na Bulgária podem chegar à final e ao pódio. Esperemos que sim", completou.

Ryszard Hoppe conta com "duas ou três finais" em Plovdiv, onde vai ter Teresa Portela, Francisca Laia, Joana Vasconcelos e Maria Cabrita a fazer K4 500 - o quarteto desdobra-se depois em K1 200 e K2 200 e 500 -, bem como as canoas com Hélder Silva que faz C1 200 e C2 200 e 1000 com Nuno Silva.

"A Teresa voltou ao grupo, com vontade, e agora começamos com tripulações K2 e K4. O objetivo é reconstruir a equipa feminina. Temos hipóteses, pois temos ainda um bom K2 júnior [Sara Sotero e Francisca Carvalho] e ainda Márcia Aldeias. Para o ano vamos ficar com seis-sete atletas, o que é muito bom para melhorar a competitividade interna e assim a embarcação", congratulou-se.

O técnico polaco tem noção da dificuldade de refazer o K4 que perdeu as olímpicas Beatriz Gomes e Helena Rodrigues, que deixaram a alta competição, mas acredita que em 2019, no ano do apuramento, vai ter as suas pupilas "aptas" a discutir um lugar para os Jogos de Tóquio.

"Quanto às canoas, acabaram os 200 metros nos quais tínhamos o Hélder Silva e o Tiago Tavares, campeão do mundo sub-23, muito fortes. Agora precisamos de tempo para preparar os 1000 metros, com o Hélder a juntar-se ao Nuno Silva. Mas também temos Bruno Afonso e Marco Apura. Vamos ver", concluiu.

Portugal apresenta-se nos Europeus de Plovdiv com 11 canoístas, mais dois a competir na paracanoagem (Norberto Mourão e Floriano Jesus).

Conteúdo publicado por Sportinforma