Taça Davis

05-04-2017 17:55

Nuno Marques espera surpresa de última hora da Ucrânia

Capitão evitou assumir o favoritismo de Portugal no duelo com a Ucrânia na Taça Davis, com os tenistas portugueses a mostrarem-se desconfiados de uma eventual surpresa de última hora por parte dos seus adversários.
Nuno Marques
Foto: SAPO Desporto

Nuno Marques

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O ‘capitão’ Nuno Marques evitou hoje assumir o favoritismo de Portugal no duelo com a Ucrânia na Taça Davis, com os tenistas portugueses a mostrarem-se desconfiados de uma eventual surpresa de última hora por parte dos seus adversários.

“Assumo que temos de nos preparar muito bem e que vamos dar o nosso melhor. Temos de jogar bem. Já todos temos demasiada experiência para saber que há a teoria e depois há o jogo”, respondeu o selecionador nacional, quando questionado sobre o favoritismo da seleção nacional na segunda eliminatória do Grupo I da zona euro-africana da Taça Davis.

Nuno Marques reconheceu que a Ucrânia se vai apresentar no Clube Internacional de Foot-Ball (CIF), em Lisboa, sem os jogadores que Portugal esperava.

“Teoricamente não vêm com os jogadores mais credenciados. Na nossa perspetiva, isso não faz grande diferença. Estamos a preparar-nos para a eventualidade de virem os melhores jogadores da Ucrânia. Queremos fazer bons jogos”, sublinhou.

O ‘capitão’ português não foi o único a demonstrar a sua desconfiança relativamente ao alinhamento da seleção ucraniana para os encontros que vão ter lugar entre sexta-feira e domingo.

“Pensávamos que vinham uns jogadores e vieram outros. Independentemente disso, temos de nos preparar da melhor maneira. Temos de nos preparar para estar a 100 por cento na eliminatória”, afiançou João Sousa.

O número um português revelou que, tanto Alexandr Dolgopolov, 70.º jogador mundial, como Sergiy Stakhovsky, 112.º mundial, lhe disseram que estariam no CIF.

“Foi para mim, uma surpresa não encontrá-los aqui. Acredito que ainda possa haver uma surpresa”, defendeu.

Também Gastão Elias, o número dois nacional, se mostrou pouco convencido quanto à ausência dos três principais tenistas da Ucrânia.

“Eles não trouxeram, até agora, os melhores jogadores deles, por isso estou bastante confiante. Jogamos em casa, num campo ao qual já estamos habituados e no qual tem corrido bem”, acrescentou, assegurando estar a sentir-se bem “física e mentalmente”-

Com a ausência dos grandes nomes da Ucrânia, a tarefa de Portugal na segunda eliminatória do Grupo I da zona euro-africana ficou, teoricamente, facilitada, assim como o apuramento para o ‘play-off’ de acesso ao Grupo Mundial.

“Penso que toda a equipa tem o objetivo, há uns anos, de conseguir o acesso ao Grupo Mundial. Tentamos sempre jogar cada eliminatória para vencer. É importante não ficarmos muito presos a esse objetivo, mas sim estarmos focados em cada encontro e em cada eliminatória”, argumentou João Sousa.

A seleção portuguesa, capitaneada por Nuno Marques, é composta por João Sousa (37.º), Gastão Elias (90.º), Pedro Sousa (209.º) e João Domingues (278.º).

A formação da Ucrânia, orientada por Andrei Medvedev, é integrada por Artem Smirnov (507.º), Denys Molchanov (759.º), Mykyta Mashtakov (1.559.º) e Illia Biloborodko.

A segunda eliminatória do Grupo I da Zona Europa/África da Taça Davis decorre entre sexta-feira e domingo, nos ‘courts’ de terra batida do CIF.

Conteúdo publicado por Sportinforma