Ténis

11-06-2017 19:37

Dois anos depois, Roland Garros voltou a ser de Nadal

Espanhol conquistou a 10ª vitória no Grand Slam francês.
Rafael Nadal
Foto: JULIAN SMITH / EPA

Rafael Nadal, jogador espanhol

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O tenista espanhol Rafael Nadal conquistou hoje a 10.ª coroa do mais importante torneio de terra batida do mundo, reafirmando ser ele o ‘Deus’ no ‘olimpo’ de Roland Garros, após dois anos sem títulos em Paris.

O espanhol precisou apenas de três ‘sets’ e 2:05 horas de encontro para vencer o suíço Stanislas Wawrinka, por 6-2, 6-3 e 6-1, e tornar-se o primeiro tenista masculino da história a conquistar por 10 vezes o mesmo 'Grand Slam'.

Só a australiana Margaret Court, vencedora de 11 'opens' da Austrália, entre 1960 e 1973, supera a proeza de Rafael Nadal, que, pela terceira vez, venceu em Paris sem ceder um único ‘set’, depois de também o ter feito em 2008 e 2010, tendo após este triunfo assegurado a subida ao segundo posto do 'ranking', algo que não acontecia desde outubro 2014.

Frente a Wawrinka, Nadal repetiu ‘set’ a ‘set’ o resultado (6-2, 6-3 e 6-1) que tinha feito na única vez que defrontou o tenista suíço na ‘catedral’ da terra batida, nos quartos de final da edição de 2013.

O nome de Roland Garros, apesar das vitórias de Djokovic em 2016, de Wawrinka em 2015 e de Federer em 2009, confunde-se há mais de uma década com o de Rafael Nadal, desde que iniciou este seu ‘decacampeonato’ em 2005.

O tenista, de 31 anos, consegue também o 15.º torneio do 'Grand Slam' da sua carreira, superando o norte-americano Pete Sampras (14), já retirado dos ‘courts’, e ficando a três do suíço Roger Federer (18).

“É incrível estar aqui, ganhar a décima para mim é muito especial, agradeço, estou muito emocionado, o meu francês é muito mau e neste momento não tenho palavras, estou muito emocionado”, disse Nadal, no idioma francês.

O tenista reconheceu também que quando entra no Philippe Chatrier, o nome do ‘court’ central em homenagem ao antigo jogador francês, tudo “é especial” naquilo que sente, “difícil de comparar”.

“A força, a adrenalina que sinto neste ‘court’ é impossível de comparar, é o mais importante da minha carreira, não tenho como descrever”, justificou.

Em contraponto, Wawrinka perdeu pela primeira na final de um torneio ‘major’, que tinha vencido na Austrália (2014), em Roland Garros (2015) e nos Estados Unidos (2016), diante de Nadal em Melbourne e nos dois últimos frente ao sérvio Novak Djokovic.

O suíço perdeu a invencibilidade em finais de 'Grand Slam' e Nadal fez 10/10 no xadrez entre as vezes que discutiu a ‘coroa’ de Roland Garros e as que ganhou, um pleno.

Hoje, o jogo do espanhol ‘roçou’ a excelência, o que já demonstrara nas duas últimas semanas, e calou os críticos que o davam como acabado, após dois anos sem levantar a ‘Taça dos Mosqueteiros’.

De Wawrinka esperava-se mais, mesmo diante do ‘rei da terra batida’, mas o suíço acabou por ‘derreter’ na caldeira central em que se transformou o ‘court’ Philippe Chatrier, com 31 graus na tarde parisiense.

Conteúdo publicado por Sportinforma