Ténis

12-06-2017 23:45

Monteiro notou a falta de experiência em 'challengers'

Tenista português revelou sentir uma dualidade de sentimentos, já que por um lado jogou bem e por outro perdeu.
(Arquivo) Tenis
Foto: Lusa

Tenista português revelou sentir uma dualidade de sentimentos, já que por um lado jogou bem e por outro perdeu.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

João Monteiro reconheceu hoje que acusou a falta de experiência ao nível ‘challenger’, na derrota com o japonês Taro Daniel, na primeira ronda do Lisboa Belém Open.

“A única coisa que sinto é que preciso de mais encontros destes. É assim que se evoluiu. Há pouco tempo que estou nestes torneios, sente-se a diferença destes jogadores para os dos ‘future’. São jogadores que não vão dar uma borla, por isso torna-se mais complicado, sem dúvida. Nos ‘futures’, estamos habituados a ter uma borla aqui e ali e a este nível não”, disse o campeão nacional, depois de perder por 6-3, 4-6 e 6-2, com o terceiro cabeça de série e 93.º jogador mundial.

Monteiro revelou sentir uma dualidade de sentimentos, já que por um lado jogou bem e por outro perdeu.

“No final do segundo ‘set’, achei que estava por cima. O terceiro foi estranho. Entrei um bocado nervoso, o ‘break’ que sofri acabou por definir o primeiro ‘set’. Estive sempre a correr atrás do prejuízo. No segundo ‘set’, a minha direita esteve melhor”, analisou o ‘wild card’ luso.

O 395.º jogador mundial considerou que a longa assistência médica a que Taro Daniel foi submetido no final do segundo parcial pode ter pesado no desfecho do encontro da primeira ronda, disputado no Estádio CIF, no Club Internacional de Foot-Ball, em Lisboa.

“Houve uma paragem muito grande. A assistência demorou quase dez minutos. Depois houve a paragem para manutenção do campo. Estivemos parados quase 20 minutos, não sei se perdi energia, mas sinto que joguei pior”, sublinhou, indicando que ambos estavam cansados no terceiro ‘set’, mas que o japonês soube tornar-se mais duro.

Monteiro mostrou-se ainda satisfeito com a subida recente no ‘ranking’ – esta semana está na sua melhor posição de sempre -, defendendo que a sua classificação não é enganadora.

“Tenho subido bem, mas não estou muito obcecado por subir. Tenho de trabalhar melhor o meu jogo. Tenho de me adaptar melhor à terra batida, porque sinto-me um bocado peixe fora de água. Joguei muito tempo em piso duro”, lembrou o campeão nacional.

Conteúdo publicado por Sportinforma