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15-03-2017 10:43

Montalegre quer mundial ralicrosse por mais cinco anos e diz que dá retorno à região

O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, disse hoje que o município está em negociações com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
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Foto: © 2013

Portuguese Rui Gonçalves in action during the MX1 race 1 of the Motocross MX1 Grand Prix of Portugal in Agueda, Portugal, 5 May 2013. Gonçalves takes 9th place. PAULO NOVAIS / LUSA

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Câmara de Montalegre quer assegurar a etapa do mundial de ralicrosse por mais cinco anos neste concelho e divulgou hoje estar a preparar um pacote de investimentos na pista a rondar os três a quatro milhões de euros.

O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, disse hoje que o município está em negociações com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) “tendo em vista assegurar a continuidade da prova por mais cinco anos”.

Esta negociação decorre “há mais de um ano” e o autarca disse estar convicto de que o município vai “continuar com esta parceria e com esta dinâmica”.

Entre os dias 21 e 23 de abril, a vila de Montalegre, no distrito de Vila Real, acolhe a segunda etapa do campeonato do mundo de ralicrosse, para a qual estão inscritos 18 pilotos, de nove nacionalidades, numa lista que inclui seis equipas e seis inscrições de pilotos individuais.

“Este investimento traz retorno significativo para a terra e sobretudo põe-nos a competir com espaços e cidades de notoriedade mundial”, afirmou o autarca.

Devido às exigências da FIA, Montalegre preparou já, para este ano, um conjunto de intervenções, como o alargamento da área do ‘paddock’ e a instalação de uma bancada com 2.800 lugares, num investimento de 150 mil euros.

“De toda a forma, apresentamos também à FIA a maqueta daquilo que são os investimentos que o município está a preparar para fazer na pista e que, nos próximos cinco anos, ultrapassarão os três ou quatro milhões de euros”, salientou Orlando Alves.

O autarca disse ser necessário melhorar os espaços de acolhimentos das equipas médicas e de enfermagem, bem como dos órgãos de comunicação, vários dos quais internacionais que acompanham o campeonato do mundo, e otimizar a rede de fibra ótica. Previstas estão também intervenções na pista de Montalegre.

Orlando Alves salientou ainda a necessidade de melhorar as acessibilidades à cidade de Chaves, lembrando que se trata de uma estrada municipal e que a obra terá que ser feita em conjunto com a autarquia.

“Estamos a trabalhar estas ideias e não tenho dúvida nenhuma que, dentro de pouco tempo, eu e o colega de Chaves nos iremos sentar para definir uma forma de, em conjunto, arrebanharmos umas moedinhas lá no fundo do pote para canalizar para aquela estrada que é vital para tudo quanto nós fazemos e para a dinamização económica da região”, frisou.

Este ano, o concelho sofreu “uma contrariedade” com o encerramento do hotel construído na vila, pelo que, segundo o presidente, poderão beneficiar ainda mais as unidades hoteleiras dos concelhos limítrofes.

Com o ralicrosse, Montalegre tem um retorno que “pode ultrapassar os dois milhões de euros” e é uma oportunidade de negócio para as unidades hoteleiras, restaurantes e comércio. O evento atrai muitos espetadores e muitos deles provenientes da vizinha Espanha.

Orlando Alves frisou que a publicidade que é feita do território, através das reportagens televisivas, é “também uma mais-valia”.

A construção daquela pista foi uma aposta do município com o apoio do Clube Automóvel de Vila Real (CAVR) e agora faz parte da promoção estratégica do concelho.

Montalegre recebe a segunda prova do mundial de ralicrosse, que começa em Espanha. Depois de Portugal, o campeonato do mundo prossegue até novembro passando por Bélgica, Reino Unido, Alemanha, Suécia, Canadá, Noruega, França, Letónia, Espanha e África do Sul.

Conteúdo publicado por Sportinforma