Motores

21-03-2017 10:07

Manuel Marinheiro quer mais aposta no motociclismo

Português vai enfrentar Jorge Morgado nas nas eleições da Federação Portuguesa de Motociclismo.
Portugal Lés a lés
Foto: Facebook Portugal Lés a Lés

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Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

Manuel Marinheiro quer “continuar a fazer desenvolver o motociclismo português em todas as suas vertentes”, defrontando Jorge Morgado nas eleições da Federação Portuguesa de Motociclismo, marcadas para 08 de abril.

“Os principais objetivos são continuar a evolução do motociclismo. No último mandato conseguimos aumentar o número de pilotos, de provas, de clubes e eventos internacionais. O objetivo é continuar a defender o interesse dos motociclistas e do desporto motorizado”, disse, à agência Lusa, Marinheiro, cuja lista foi subscrita por 34 dos 40 delegados do colégio eleitoral.

Jorge Morgado, lisboeta de 66 anos que em 1983 criou o Motojornal, e que agora está ligado a revistas internacionais de negócios, contesta os apoios do atual presidente, considerando que vários foram conseguidos “sob pressão e perseguição”.

“A atual federação vai fazer em maio 27 anos. É uma candidatura em carrossel. Cumprem mandatos e mandam depois para lá outra pessoa do interesse deles. Há muita coisa a ficar para trás, estagnada, e nota-se um descontentamento dos associados de norte a sul. Esta é a altura ideal para arranjar uma equipa alternativa, com capacidade nacional e internacional, como a minha”, disse.

Também à Lusa, Morgado destacou como principal pecado da atual direção a “falta de profissionalismo” da estrutura, considerando que, a manter-se o figurino, “as coisas não vão para a frente”.

Manuel Marinheiro dá as boas-vindas à concorrência, considerando que esta “é sempre salutar”, embora entenda que o seu adversário é incapaz de “trocar ideias de uma forma construtiva”.

“Se ligar para o outro candidato, de certeza que não o apanha de capacete na cabeça, porque não anda de mota. Só critica nas redes sociais e não se digna a aparecer nas assembleias gerais, federação ou nas corridas. Essa é a grande diferença. Não o encontro em lado nenhum”, criticou, sublinhando ainda disparidades entre ambos na “capacidade de gestão e conhecimento do mundo das motas”.

O candidato desafiante promete levar “antigos pilotos” para a federação, mas Manuel Marinheiro conseguiu que o pleno de 12 votos destinados aos pilotos subscrevessem a sua candidatura.

“Queremos encontrar novos talentos e continuar a criar campeões como o Hélder Rodrigues e o Paulo Gonçalves no todo-o-terreno, o Rui Gonçalves no motocrosse ou o Miguel Oliveira (Moto2), que não é promessa, mas uma certeza. Comparativamente aos outros países europeus, temos menos pilotos, mas temos capacidade de lutar de igual para igual com eles”, congratulou-se.

Jorge Morgado, que diz não conhecer qualquer programa de ação do seu opositor, pretende criar uma escola de pilotos, pois entende que “há um défice muito grande nas várias especialidades”.

Manuel Marinheiro congratula-se por dirigir uma federação “com 70 por centro de receitas próprias e apenas 30 por cento de apoios do estado”, pretendendo um dia deixar o organismo da mesma forma que o recebeu, “com boa saúde financeira”.

O ato eleitoral realiza-se a 08 de abril com 40 delegados, 12 dos quais representantes dos pilotos, que atualmente rondam os 1.100 federados.

Conteúdo publicado por Sportinforma