Motores

08-07-2017 17:11

Presidentes de câmara metem o pé no acelerador no circuito de Vila Real

O 48.º Circuito Internacional de Vila Real acolhe provas do Fórmula 4, acompanhada pelo TCR Ibérico, o Campeonato Nacional Legends, o troféu Super 7 by Kia e um Festival de Motos.
Presidentes de câmara metem o pé no acelerador no circuito de Vila Real
Foto: D.R.

O 48.º Circuito Internacional de Vila Real acolhe provas do Fórmula 4, acompanhada pelo TCR Ibérico, o Campeonato Nacional Legends, o troféu Super 7 by Kia e um Festival de Motos.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

Entre os 140 pilotos que hoje correm no 48.º Circuito Internacional de Vila Real encontram-se dois presidentes de câmara, Alberto Pereira e Rui Santos, que aproveitam para desanuviar do trabalho e pôr o pé no acelerador.

Rui Santos é presidente da Câmara de Vila Real e o anfitrião do evento. Alberto Pereira, autarca em Mesão Frio, é um apaixonado pela velocidade e corre “sempre que pode” em provas da região.

Já com o fato de piloto vestido e junto ao carro de corrida, Alberto Pereira brincou explicando que “é gasolina” que lhe corre nas veias.

“Desde pequeno que comecei a vir a Vila Real ver as corridas e fiz jura a mim próprio que um dia havia de correr aqui. E hoje estou a concretizar esse mesmo sonho”, afirmou à agência Lusa.

Disse que está a “viver intensamente esse sonho” e que a primeira volta à pista urbana foi divertida.

“Foi fantástico. É uma pista mítica, em que se vive intensamente cada curva, com um público espetacular e estou a adorar estar aqui”, salientou.

O autarca começou a correr “por brincadeira” no rali de Mesão Frio, há cinco anos. No ano seguinte, comprou o primeiro carro de corrida e, desde estão, sempre que pode participa em provas da região.

“A seguir a uma prova, durante um mês, o ‘stress’ quase que desaparece e, portanto, sinto-me bem. Desde que comecei a correr sou um condutor mais seguro na estrada. Venho aqui, descarrego a minha adrenalina e vou daqui super calmo para mais um mês de trabalho”, salientou.

Este é o terceiro ano que Rui Santos corre em Vila Real. É o único sítio onde participa e disse que o faz porque é, sobretudo, o seu contributo para a promoção do circuito internacional.

“Adoro velocidade, este ambiente dos carros, fui criado neste ambiente, como aliás praticamente todos os vila-realenses. O facto de entrar em pista contribui para que os jovens e os menos jovens se revejam neste circuito e na realização destas provas”, salientou.

Num intervalo entre treinos, os dois autarcas cumprimentaram-se e Alberto Pereira aproveitou para lançar uma provocação a Rui Santos. “Ainda bem que não corremos na mesma prova, senão tinha que te deixar dar duas voltas de avanço”, brincou.

Em Vila Real juntam-se pilotos profissionais e amadores, muitos dos quais da cidade e muitos que só querem correr aqui e que, para isso, passam o ano a angariar apoios e a compor os carros.

Entre os profissionais, há quem ache que o circuito é desafiante e difícil.

“Temos a possibilidade de estar mais em contacto com o público. Para além de ser um circuito extremamente exigente para os pilotos, em que temos que ter uma atenção redobrada e é, efetivamente, um circuito difícil em que se anda muito rápido e muito perto do muro. É uma jornada aliciante”, afirmou Manuel Gião, piloto do TCR Ibérico.

O 48.º Circuito Internacional de Vila Real acolhe provas do Fórmula 4, acompanhada pelo TCR Ibérico (onde se inclui o Campeonato Nacional de Viaturas de Turismo), o Campeonato Nacional Legends, o troféu Super 7 by Kia e um Festival de Motos.

Quanto à demonstração de motos, o presidente Rui Santos referiu que se “trata de um teste à capacidade do circuito” a estas provas. Há 24 anos que não se realizavam provas de motas no circuito de Vila Real.

Este é o segundo fim de semana de corridas na cidade transmontana, depois de, há duas semanas, a prova rainha ter sido o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC).

Conteúdo publicado por Sportinforma