Portugal

17-10-2012 12:03

E afinal, com sorte, lá saiu o empate

E afinal, com sorte, lá saiu o empate

Por Paulo M. Guerrinha sapodesporto@sapo.pt

Assistir ao jogo da seleção portuguesa frente à Irlanda do Norte começou por ser uma festa. Uma equipa “fraca” que assumiu desde o início uma postura defensiva para evitar uma goleada. Mas eis que aos 30 minutos de jogo, depois de jogadas pouco conseguidas pela equipa das quinas, é a Irlanda, com apenas um avançado, quem marca.

Foi um balde de água fria sentido mesmo debaixo de toda a chuva que caiu. 

Como é possível, a este nível de futebol, McGinn surgir naquela zona isolado? E antes do intervalo os irlandenses ainda poderiam ter dilatado o resultado. No regresso do descanso, Paulo Bento troca Miguel Lopes por Ruben Amorim, e mesmo que essa troca não tenha tido um influência direta naquilo que a equipa produziu, houve maior pressão no meio campo irlandês.

Portugal tentou, por diversas vezes, mas o trevo estava do lado irlandês. Ronaldo atirou à barra, o guarda-redes bloqueou tudo o que vinha do lado português e Postiga falhou tudo o que havia para falhar. Mas foi ele quem, aos 79 minutos de jogo (quando já todos estavam a desesperar e pensar que seria impossível evitar a derrota) acabou por marcar.

Uma jogada onde Éder teve um papel fundamental ao dar de cabeça para o centro onde Nani, meio atrapalhado, acaba por deixar a bola para Postiga que, em queda, remata para o fundo das redes.

A sorte portuguesa surgiu da pressão, é certo, mas também se notou que faltou cabeça à equipa. Duas ou três jogadas feitas com mais cabeça, evitando aqueles passes perdidos, teriam ditado um resultado diferente. O resultado esperado e justo face à qualidade das duas seleções.

Mais uma vez Portugal sai em crise para a segunda ronda do apuramento. As contas que pareciam simples complicaram-se e agora temos de puxar das folhas de cálculo para assegurar a presença no Brasil em 2014. Mas daqui Paulo Bento pode tirar várias conclusões: o meio campo precisa de mais trabalho e tem de encontrar uma forma de eliminar os passes falhados e bolas perdidas que têm dado, quase sempre, lances perigosos favoráveis aos adversários. Foi assim com a Rússia, foi assim com a Irlanda do Norte...

Opinião

Editorial

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