09-10-2009 10:02

SELECÇÕES ATACAM EM FORÇA

Vai ser um fim de semana alargado, com selecções para todos os gostos e formatos.

Por Rui Tovar sapodesporto@sapo.pt

À cabeça surge, naturalmente, o jogo da equipa principal com a sua congénere húngara, no sábado, na Luz, que poderá decidir muita coisa no que ao apuramento para o Mundial-2010 diz respeito.

Se as lesões apoquentaram com frequência os trabalhos da formação nacional na presente campanha, o mau olhado parece que recrudesceu nesta fase decisiva, pois aos problemas que já afectavam Ronaldo, Bosingwa e Tiago, juntaram-se depois os casos Bruno Alves e Duda, cujas recuperações, porém, estão em marcha acelerada.

Pelos vistos, fosse o jogo uns dias mais adiante, como vai acontecer com Malta, e seguramente tudo estaria restabelecido e com saúde para o que desse e viesse. Mas, já para amanhã, os clínicos não confirmam nem desmentem e avançam trejeitos de boca e encolher de ombros que dizem bem das dúvidas que os assaltam.

Verdade se diga que a Queiroz não faltam soluções, ainda para mais quando o adversário foi aquilo que, recentemente, se viu. Resta é saber se agora teremos mais do mesmo ou se a Hungria surge transfigurada. E com razões para isso. É que, apesar do favoritismo luso, a tabela dá-nos conta de que entre portugueses e húngaros só um golo os separa, pois encontram-se empatados em jogos e pontos.

Com o Dinamarca-Suécia mais ou menos à mesma hora, tudo se conjuga, assim, para uma jornada de grande expectativa. Saber-se-á, então, se o jogo de 4ª feira, com Malta, ainda vai mexer com as contas ou se as aritméticas encerram para balanço e a coisa se cumpre sem pompa nem estardalhaço.

Ainda numa fase inicial, pelo contrário, está o apuramento para o Euro de sub-21 e a Portugal deparam-se-lhe dois jogos fora de portas (Grécia e Macedónia). Como é habitual, os mais jovens actuam nas vésperas dos AA e esta quase coincidência de datas não ajuda nada as pretensões daqueles, sempre dependentes das "sobras" do escalão mais conceituado.

Mas acredita-se que a equipa agora orientada pela dupla Oceano-Paulo Alves, mesmo perante tais condicionalismos, saiba superar as dificuldades, que perder pontos com terceiros não será a melhor receita. Afinal, o principal opositor do grupo é a Inglaterra, com quem ainda não terçámos armas.

Há também a selecção de sub-23, há bem pouco inventada, embora a designação não seja original. Com António Simões como responsável, este escalão, pela sua maior abrangência de idades, tem maiores razões de queixa ainda do que os sub-21, no que respeita aos valores "confiscados" pelas selecções que jogam para as provas oficiais da UEFA e da FIFA.

A equipa que, no domingo, joga na Polónia para o International Challenge Trophy, apresentando embora jogadores com créditos firmados, vê-se impossibilitada de actuar com outros que a poderiam tornar ainda mais sólida. Asim os compromissos não fossem simultâneos. Mas - também é verdade - sempre se dá espaço a novos valores que, de outra forma, nunca se revelariam.

Opinião