14-11-2009 14:00

OPERAÇÃO BÓSNIA ARRANCA HOJE

Com o aproximar da hora do embate desta noite, entre as selecções de Portugal e da Bósnia, no Estádio da Luz, vão-se diluindo as dúvidas quanto à constituição do "onze" nacional.

Por Rui Tovar sapodesporto@sapo.pt

Tudo indica que Queiroz não vai "inventar" e procurará, isso sim, manter-se fiel ao modelo há muito preconizado. Numa fase tão decisiva, grandes alterações não seriam, de facto, muito recomendáveis,

A lesão de Pedro Mendes acaba, assim, por trazer vantagens, não pelo facto em si, como é evidente, mas por, sem querer, ajudar à clarificação. O excesso de opções conduz, muitas vezes, a situações indesejáveis, sobretudo quando as ofertas se equivalem e colocam os responsáveis num incómodo impasse. Pelo contrário, quando o leque de escolhas é mais restrito e as circunstâncias se impõem ao observador, a solução fica também mais fácil de encontrar.

Portanto, sem Pedro Mendes, a mais recente descoberta da era-Queiroz (uma hipótese, contudo, a considerar para jogos futuros), e sem um seu eventual sucedâneo, teremos o regresso ao esquema dos três centrais, isto é, a dupla de centrais - Ricardo Carvalho e Bruno Alves - mais o trinco Pepe, um cenário para a selecção portuguesa apostar preferencialmente nos jogos fora, mas que se tolera também enquanto anfitriã.

Tendo embora chamado Fábio Coentrão, por força das excelentes exibições conseguidas no Benfica de Jorge Jesus, Queiroz não se atreve a mexidas na lateral esquerda, onde Duda continua a merecer toda a sua confiança. Como já aqui foi dito, Nani deverá ser o sucessor de Ronaldo, no flanco direito, e, se lógica houver, Miguel tomará o lugar de Bosingwa, pela sua regular utilização no Valência, coisa de que Paulo Ferreira, no Chelsea, não poderá gabar-se.

Já Meireles e Liedson, cada qual no seu papel, não atravessam as suas melhores fases, mas acredita-se que a importância do confronto os empolgue e os remeta para os patamares de excelência que ambos já conheceram e que se reconhece poderem de novo vir a alcançar. Quanto a Deco e Simão perfilam-se como indiscutíveis, o mesmo se podendo dizer, nesta altura, de Eduardo, embora a concorrência do veterano Hilário e do jovem Rui Patrício, para só falar dos agora convocados, prometa, nos tempos mais próximos, ameaçar o lugar.

Uma selecção que, mesmo sem Ronaldo, tem todas as condições para se impor à representação da Bósnia, cuja apetência atacante parece constituir o seu cartão de visita. Com todo o plantel a actuar fora do seu país, sobretudo na exigente Bundesliga alemã, o adversário de Portugal conta como principais figuras o centro-campista Misimovic e o avançado Dzeko, ambos do Wolfsburgo. Mas é o técnico croata Blazevic, pela sua experiência, o grande trunfo da companhia.

O que continua a ser curto para os fortes argumentos dos nossos. Contudo, falta prová-lo.

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