11-06-2010 12:23

MUNDIAL ARRANCA COM EMPATES

Dois empates ilustraram a jornada de abertura do Mundial-2010.

Por Rui Tovar sapodesporto@sapo.pt

E se o Uruguai-França (0-0), pelos nomes dos intervenientes, suscitava maior interesse, a verdade é que foi o inaugural África do Sul-México (1-1) que constituiu o melhor espectáculo.

No jogo grande, que, afinal, foi mais pequeno, a França fez questão de desmentir que não está tão mal como os chineses a pintaram, mas também não está tão bem como outras pinturas, não tão distantes assim, a notabilizaram.

Podia, logo a abrir, chegar ao golo, após bom trabalho de Ribéry. O desvio de Govou, porém, fez jus ao nome e desviou mesmo a bola da baliza contrária quando tinha tudo para marcar. Também Gourcuff esteve perto do êxito, mas aqui Muslera soube opor-se com decisão.

Menos exuberante foi o Uruguai, que raramente incomodou Lloris, para o que muito contribuiu o posicionamento defensivo dos franceses, a colocarem, por sistema, em fora de jogo os avançados contrários. Diferente foi, porém, a 2ª parte, com os sul-americanos mais pressionantes e, por isso, a equilibrarem as operações, sem, contudo, conseguirem tomar as rédeas do jogo.

Mesmo sem extasiar, a França trocava melhor a bola e mais à vontade ficou quando o impetuoso Lodeiro foi expulso, por acumulação de amarelos, 19 minutos depois de ter entrado. Mas apesar do assédio, os franceses não lograram tirar partido da superioridade numérica. Tanto mais que o Uruguai também não hesitou em recorrer a processos exclusivamente defensivos.

Já a partida entre a África do Sul e México, passe o chavão, teve duas partes distintas. Melhor o México, no 1º tempo, com Giovani e Carlos Vale em grande plano, obrigando o guardião sul-africano Khune a grandes defesas. Em contraste com o ataque da equipa da casa, onde Pienaar se revelou insuficiente para o assalto às redes de Perez.

Após o intervalo, as coisas modificaram-se radicalmente. Os sul-africanos subiram mais no terreno e chegaram ao golo, numa grande jogada culminada com um remate espectacular de Tshabalala. Contra todas as expectativas, já que a África do Sul dominava então os acontecimentos, o México empatou, por Rafael Marquez, a aproveitar clamorosa falha da defesa local.

A África do Sul ainda podia ter feito o 2º golo ( remate ao poste de Mphele), mas o desfecho ajusta-se ao que se passou nos 90 minutos de jogo.

Opinião