23-09-2013 00:28

FC Porto escorrega no Estoril

Boa atitude dos "canarinhos" após jornada europeia.

Por Rui Tovar sapodesporto@sapo.pt

   Quem julgasse que o confronto dos estorilistas frente ao Sevilha na passada (e recente) 5ª feira tinha colocado a equipa em situação precária no que a condição física diz respeito, estava mesmo enganado. O grupo da Linha, bem comandado pelo seu jovem técnico Marco Silva soube dar resposta à altura, nesse e noutros capítulos do jogo, se bem que o FC Porto também tivesse passado por igual obrigação (mas com mais um dia de descanso).

   Sem poder contar com Yohan Tavares, no eixo da defesa, e optando por Diogo Amado, em vez do habitual Filipe Gonçalves, no miolo, o Estoril, após um começo mais pressionante do FC Porto, conseguiu equilibrar, embora não evitasse o golo (26') de Licá, um ex-homem da casa, após passe de Varela e falha de Babanco. Seria o início do fim dos "canarinhos"?  Nada disso.

   Uma vez mais, o Estoril surpreendeu ao reagir à contrariedade. Primeiro, atirando ao poste, por Bruno Miguel; depois chegando ao empate (35'), através da conversão de uma grande penalidade de que se encarregou Evandro. Só que aqui beneficiando de um clamoroso erro do árbitro, já que a mão de Otamendi se verificou, sim, mas fora da área.

   Na 2ª parte, o FC Porto partiu em busca da vantagem, mas nem assim o seu técnico achou por bem fazer quaisquer mudanças. É verdade que os visitantes, sem recurso a outras soluções, já tinham incomodado Vagner, obrigando o nº1 da casa a algumas intervenções mais apertadas. Mas foi necessária uma assistência de génio de Lucho e a frieza de Jackson para, num soberbo chapéu a Vagner, os campeões nacionais conseguirem adiantar-se de novo no marcador.

   A perder, o Estoril fez entrar Filipe Gonçalves e Balboa para os lugares de Galvão e Amado, com o FC Porto a responder com a troca de Varela por Quintero, que continua a fazer uns quantos minutos para aquecer. Ganhou outra intensidade o jogo, com os da casa a tirarem maior partido das substituições, chegando a novo empate, por Luis Leal (82'), após lance de Balboa e colaboração de Sabá.

   Até final, foi o habitual. O Estoril a defender o resultado (entrada de Mano e saída de Evandro), no FC Porto as apostas em Ricardo e Ghilas para o ataque. Mas já era tarde. O FC Porto voltou, tal como em Viena, a não deslumbrar (também por culpa de um Estoril altamente confiante e personalizado), mas a poder queixar-se de uma decisão errada do juiz, que acabou por ter forte influência no resultado.

   Já em Guimarães o Benfica sentiu enormes dificuldades para passar incólume. O jogo foi muito disputado, a roçar aqui e ali a dureza, mas quase sempre longe das balizas. Com uma razoável participação sérvia, os encarnados apresentaram no meio Enzo, Djuricic e Markovic, surgindo Fejsa e Matic mais atrás. Na frente de ataque, o reabilitado Cardozo.

   Mas, com André Santos e o outro André e ainda Marco Matias e L.Olímpio  a preencherem bem a zona intermediária, o Vitória conseguiu sempre erguer respeitável obstáculo às surtidas dos encarnados. Deste impasse tentou sair primeiro Rui Vitória, ao fazer entrar Tiago Rodrigues, mas as intenções sairam-lhe furadas. É que, logo a seguir, Addy, por entrada faltosa sobre Enzo, viu o 2º amarelo e foi expulso. Ficava sem efeito a desejada pressão vimaranense.

   Com meia hora para jogar, o Benfica fez a primeira alteração, saindo Djuricic para entrar Lima. Era o reforço que se impunha, mas a verdade é que o golo só surgiria em lance algo caricato, após remate de Cardozo. Quando Douglas se preparava para segurar, Marco Matias interpôs-se e marcou nas próprias redes. Reacção imediata do Vitória, com as entradas de Plange e Ricardo Gomes, mas apenas com 10 unidades era difícil à equipa da casa tentar com êxito o assalto ao reduto contrário.

   Pode mesmo dizer-se que a expulsão de Addy acabou por ser decisiva, pois só a partir dessa altura é que o Benfica controlou de forma clara a situação, desequilibrando um jogo que, até aí, fora muito dividido.

Opinião