Futsal

05-09-2016 14:25

Todos querem evitar o 8.º título do Brasil no Mundial de futsal

Rodrigo Pais de Almeida, treinador de futsal, faz uma antevisão do Mundial de Futsal que irá decorrer na Colômbia.
Falcão
Foto: PORNCHAI KITTIWONGSAKUL

Jogador de futsal brasileiro.

Por Rodrigo Pais de Almeida sapodesporto@sapo.pt

Inicia-se no próximo domingo, na Colômbia, o Mundial de 2016 de Futsal, quatro anos volvidos após a conquista do sétimo título por parte da seleção brasileira. A ´canarinha` mantém, surpreendentemente e aos 39 anos de idade, o jogador mais mediático de sempre da modalidade nas suas fileiras: Falcão.

Mas o ´escrete` é muito mais que o seu líder. O Brasil é o detentor do título e vai querer na América do Sul revalidar e conquistar o 8º título mundial. A seleção brasileira conta com uma verdadeira parada de estrelas como Tiago, Xuxa, Fernandinho, Jé, Dieguinho (recentemente contratado pelo Sporting), Bateria, Rodrigo, Jackson, Dyego, enfim, sem dúvida, o melhor lote de atletas presente em prova e que todas as seleções vão querer derrotar.

A seleção nacional apresenta-se a este mundial com a sua máxima figura a liderar, o agora capitão Ricardinho de quem todos esperam o impensável. Além do ´mágico´, Portugal reúne em si mesma um lote de atletas em renovação mas com legitimas hipóteses de estar, pelo menos, numas meias-finais (Vitor Hugo, Tiago Brito, João Matos, Cardinal e Bruno Coelho são hoje jogadores de nível internacional e juntam-se Djô, Cary, Cecílio, Ré, Miguel Ângelo, André Coelho, Bebé e Cristiano). A caminhada será longa, dura e muito intensa (pouco descanso), mas as vicissitudes dos sorteios colocaram Portugal (em tese) num caminho onde potencialmente será favorito em todos os jogos até às meias-finais.

Além do Brasil, a Espanha (atual campeã europeia), a Itália e a Rússia são as quatro favoritas a estarem na final. A Espanha conseguiu mostrar todo o seu poderio no último campeonato da Europa ganho brilhantemente já em 2016 frente à equipa da Rússia (apetrechada pelo seu filão brasileiro), mas a equipa soviética mostrou-se capaz de enfrentar qualquer rival numa competição internacional. A Itália desiludiu no último europeu, mas conta também ela com uma lista de jogadores invejável (onde pontificam Merlin e Fortino, ambos jogadores do Sporting, e onde só não se encontra Patias por lesão).

Num terceiro patamar teremos com a seleção de Portugal os outsiders: - Cazaquistão já vai ser difícil surpreender depois da campanha europeia (onde eliminou a Itália), mas o seu treinador Kaká conta com Higuita, Léo, Douglas e Everton para brilhar na Colômbia; - Argentina que tem vindo a crescer em todas as competições e jogos contra equipas mais cotadas e que pode no seu continente aproveitar para evoluir nesta afirmação (o fixo benfiquista Fernando Willhelm e o ex-Benfica Alan Brandi são duas das suas referências); - Azerbaijão e a sua brigada com sotaque brasileiro que com Miltinho querem na estreia em mundiais chegar longe embora o seu grupo seja potencialmente difícil (Espanha, Irão e Marrocos a acompanhar os azeris).

Os dados estão prestes a ser lançados. Quem irá desfeitear ou não o Brasil? Será a seleção Portuguesa capaz de repetir pelo menos Guatemala 2000? Quem sucede a Éder Lima como melhor marcador no mundial? E a Neto como MVP? Vamos ficar atentos e dando a conhecer as principais incidências aqui no Sapo Desporto!

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