Voleibol

15-03-2017 10:12

Miguel Maia quer ser "uma inspiração para os mais novos"

Perto de completar 46 anos de idade, o atleta do Sporting de Espinho somou, no passado domingo, com a conquista da Taça de Portugal, frente ao Benfica, o seu 32.º título em competições nacionais.
Miguel Maia (C) capitão do Sporting de Espinho festeja a conquista da Taça de Portugal de voleibol frente ao Benfica
Foto: ESTELA SILVA/LUSA

Miguel Maia (C) capitão do Sporting de Espinho festeja a conquista da Taça de Portugal de voleibol frente ao Benfica, disputado no Pavilhão Multiusos de Gondomar, 12 março 2017.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

Miguel Maia continua a ser uma das grandes referências, em atividade, do voleibol em Portugal, esperando que sua longa carreira na modalidade possa ser "uma inspiração para os mais novos".

Perto de completar 46 anos de idade, o atleta do Sporting de Espinho somou, no passado domingo, com a conquista da Taça de Portugal, frente ao Benfica, o seu 32.º título em competições nacionais, e, em declarações à agência Lusa, garante que não pensa parar por aqui.

"Sinto satisfação de poder continuar a jogar e juntar alguns títulos ao meu currículo. Sei que não é normal um atleta com esta idade manter-se em atividade, nomeadamente numa modalidade como esta, mas tento cuidar-me ao máximo", partilhou Miguel Maia.

O jogador estreou-se como sénior aos 16 anos, na altura no outro clube da sua cidade natal, o Atlético de Espinho, e considerou que as quase três décadas ao mais alto nível lhe deram os ensinamentos necessários para prolongar a longevidade enquanto atleta.

"Não basta chegar a esta idade e dizer que se vai prolongar a carreira. Tenho um trajeto muito longo, feito de forma positiva, onde sempre soube cuidar-me sendo um profissional responsável na modalidade. Agora estou a colher os dividendos", afirmou.

Ora, esse trajeto de vários anos ao mais nível, com presenças em vários clubes, na seleção, e no voleibol de praia, tornam o distribuidor, que começou a praticar este desporto aos seis anos, uma referência para as novas gerações, algo que Miguel Maia o aceita com responsabilidade.

"Ser uma referência é sinal que tenho feito bem as coisas. Tento dar um bom exemplo para os mais novos, pois sei que há muitos jovens que se inspiram no que faço. Já passaram muitas gerações de atletas por mim, e tento sempre ajudar a que apareçam novos valores", descreveu o espinhense.

E quando se fala em final de carreira, Miguel Maia insiste que não tem "um prazo de validade", mostrando-se confortável com a sua forma física e mental.

"Sinto-me bem, estou em casa, no clube que gosto, na minha cidade, e junto de amigos. É uma conjugação de vários fatores que fazem com que me sinta força para continuar", vincou.

Esse prolongar da carreira de Miguel Maia é considerado, pelo treinador do Sporting de Espinho Rui Pedro Silva, um trunfo para a equipa e para o clube.

"O Miguel é um talento nato. Tem uma história e um palmarés invejável na modalidade. Cuida-se bem, sabe-se defender e sabe gerir bem o seu esforço para estar nos momentos decisivos ao melhor nível", analisou o treinador da formação sénior do emblema espinhense.

Rui Pedro Silva assume que "tenta tirar vantagem de toda essa experiência em prol do grupo", considerando o veterano atleta uma extensão da sua voz dentro da quadra.

"A sua inteligência a jogar e treinar, sabendo que já não tem vinte anos, permite-lhe fazer grandes exibições. Todos apreendemos com ele e com as experiências que já viveu", partilhou o técnico.

Além de toda competência e experiência no jogo, Miguel Maia tem ajudado a promover o clube e a qualidade dos seus atletas, sendo hoje uma das bandeiras do voleibol do Sporting de Espinho.

"O Miguel tal como a nossa equipa sénior, são o expoente máximo do clube e o foco de todos os atletas da nossa formação. São como heróis, os gladiadores dos tempos modernos, que nos ajudam a remar para o mesmo lado", concluiu Nuno Vitó, vice-presidente do Sporting de Espinho, com a tutela do voleibol.

Conteúdo publicado por Sportinforma